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04 julho 2007

Mundial Sub20


Entrada com o pé direito.
Portugal estreou-se com o pé direito frente a uma selecção Neozelandesa bastante frágil.

Couceiro apostou no onze esperado, e se é verdade que em termos colectivos teremos que esperar por um confronto mais equilibrado para tirar algumas ilações, em relação a alguns atletas que já vinham demonstrando qualidade nas suas equipas e mais recentemente no Torneio de Toulon podemos já fazer breves e simples análises.

Começo por destacar Pelé.
Este jovem atleta do Guimarães que passou pelos escalões de formação do Salgueiros e numa fase mais avançada..Benfica, demonstrou uma dimensão física assinalável.
Acompanhei esta temporada cerca de 5,6 jogos do Guimarães, jogos em que Pele foi utilizado, e tinha ficado com a sensação de estar perante um jogador com boa capacidade de choque, resistência e agressividade qb. Contudo e porque quando falamos de 2ª Liga falamos de um futebol mais fechado e físico, poucas foram as vezes em que o Pelé se conseguiu destacar pelos seus argumentos ténicos, excepção feita á capacidade de passe curto.
Em Toulon e já no Mundial de Sub20 fiquei surpreendido pela capacidade de posse de bola, pela componente psicológica que lhe permite assumir o jogo com tranquilidade e cabeça levantada e ainda com alguns pormenores técnicos no que se refer a recepção orientada que me deixaram agradado.
O Pelé tem características e capacidades que bem exploradas e potenciadas o podem levar a ser um jogador de bom nível para qualquer equipa nacional. O PSV já anda de olho nele...

Gostaria também de falar de Zequinha.
O Zequinha, para quem não conhece, chegou já como junior ao FC Porto numa transferência de valor algo elevado. Depois de uma passagem low profile pelo clube azul e branco tem sido cedido (penso que nesta época actuará no Penafiel) e a verdade é que vem demonstrando boa margem de progressão.
Fisicamente é um jogador interessante (apesar de estar longe de ser imponente), denota uma grande mobilidade e boa capacidade para jogar no risco de fora de jogo. Tem capacidade técnica para partir de um para um e apenas terá que apurar os seus índices de finalização que ainda não são os melhores.

O Fábio Coentrão é um atleta que me é familiar, uma vez que já sigo o seu percurso desde os juvenis, altura em que lhe reconheci amplas capacidades para se tornar profissional de futebol.
De personalidade e feitio complicado (o que dificulta de certa forma a sua margem de progressão), o Fábio é um atleta excentrico que gosta de dar nas vistas.
Possuidor de um rol de atributos técnicos assinalável, perde lucidez e objectividade.. pois procura sempre mais este pormenor ou aquela finta.
Tem velocidade, agilidade, elasticidade e capacidade técnica para se tornar um jogador de qualidade, mas terá forçosamente que ser trabalho em termos físicos e terá que ser trabalho em termos psicológicos.
Terá um belo desafio no Benfica.


Por fim, o “famoso” Bruno Gama.
Aos 15 anos já era uma grande promessa do futebol nacional e já dispontava ao vencer o Campeonato Europeu de Sub17 em Viseu.
A transferência para o FC Porto foi avultada, e o Bruno começou por sentir logo alguma pressão.
Tem recursos técnicos “finos” e “mágicos”, tem velocidade, tem visão quando entende jogar para a equipa, mas falta-lhe um salto em termos físicos.
A sua estatura, a falta de resistência e a dificuldade no choque têm impedido um salto mais rápido e “certo” para outro patamar. De qualquer forma Scolari anda de olho nele.


Os adversários
Nos jogos que tenho a possibilidade de acompanhar vi um Giovani dos Santos ao seu nível, um Carlos Vela mais evoluído e maduro (em relação ao que vi no Mundial de Sub17), um Freddy Adu mais potente e forte fisicamente sem contudo ter perdido toda a sua dinâmica (belo primeiro golo frente á Polonia), um Diego Capel com um pé esquerdo fantástico, um Renato Augusto a demonstrar que tem qualidade e características que mais do que os seus companheiros puderão facilitar a sua integração ao futebol Europeu.

Deixo-vos alguns nomes que fui referenciado ao longo dos tempos, para terem em atenção.
Na Argentina Matias Cahais (grande SulAmericano Sub20), Zarate e Maximiliano Moralez. Quanto a Aguero e Insua não nem precisam de apresentações.
No Brasil Amaral e Willian. Pato, David Luiz e Leandro Lima já são vossos conhecidos, certamente.
No Uruguai o possante avançado Cavani (excelente SulAmericano Sub20 também), jogador com 1 metro e 88 centimetros.
Nos Estados Unidos..Adu não precisa de apresentações.
Na Espanha actuam alguns atletas que disputaram o Euro Sub19, chamo a vossa atenção para Mata, Bueno e Toni Calvo. Barragan e Piqué são dois defensores de qualidade.
Steven Fletcher, avançado escoces.
Na Polonia o avançado e exímio marcador de livres, Janckyk
Na Rep. Checa o guardião Petr Radek.
E por fim na Coreia do Sul o número 14 Lee.

Força Portugal!

03 julho 2007

Euro Sub21 2007



O Euro Sub21 terminou, com a Holanda pela segunda vez consecutiva a conquistar o ceptro, embora desta vez com mais sabor pois actuavam perante o seu público.
Numa breve retrospectiva, Portugal enfrentava no seu grupo Belgica, Holanda e Israel.
Sabendo-se da qualidade individual dos jogadores Holandeses, antevendo-se a mestria e a mecanização do seu jogo colectivo, Portugal tinha a obrigação de assegurar bons resultados contra equipas de um nível mais baixo, Bélgica e Israel.

Portugal - Belgica
Muito se falou na pretensa qualidade Belga por terem 5,6 jogadores a actuarem pela selecção principal, mas muitos esqueceram-se de referir que a selecção Belga não é a mesma de outros tempos e apresenta até níveis qualitativos algo baixos.
Como tal e olhando á qualidade dos atletas Portugueses só poderiamos exigir uma vitória, mas desde cedo se percebeu que o jogo ia ser complicado, pois até o discurso de Couceiro soou a derrotista aliviando ainda antes do jogo... uma lógica responsabilidade que os atletas Portugueses tinham de vencer á congénere Belga.
A verdade é que a equipa de Portugal apareceu sem chama, extremamente desorganizada. O ponto conquistado acabou por parecer um mal menor, uma vez que a Bélgica foi superior durante grande parte da partida.

Portugal – Holanda
Na 2ª partida defrontamos aquela que para mim seria á partida a favorita, pela qualidade dos seus jogadores, pelo facto de serem os detentores do título e pelo factor casa.
Foi mais um jogo em que durante 45 minutos fomos uma selecção perdida em campo, esbarrando em erros tácticos básicos.
Durante os 25 minutos finais, depois de corrigidas o posicionamento dos jogadores Portugueses finalmente conseguimos mostrar algum futebol, mas não chegou...
Culpar o árbitro? Sim, o arbitro errou, mas mais uma vez Portugal caiu porque foi inferior.

Portugal – Israel
Contra Israel e já num figurino táctico mais coerente, Portugal apresentou-se num registo de bom nível, jogando com organização e alma.
Foi uma vitória categórica, mas nunca uma exibição que desculpe todos os erros dos jogos passados, pois quer se queira quer não..Portugal defrontou uma selecção já afastada.


As razões do desaire
São já 2 Europeus em anos consecutivos que acabam em desilusão.
Nas duas competições Portugal ,face ao nível individual dos jogadores que convocou, apresentou-se como candidato. Em ambos saiu vergado.
Eu encontro algumas explicações que podem explicar pelo menos parcialmente estes desaires.
Portugal tem aparecido com claras fragilidades colectivas. Em termos comparativos até com selecções de pior nível individual, a selecção Portuguesa de Sub21 apresenta um vazio colectivo preocupante.
Não obstante os erros claros de José Couceiro que sobretudo não soube tirar proveito do “esqueleto” do Sporting, (algo que Scolari acabou ,depois de muita teimosia, por fazer com o FC Porto, campeão Europeu, de José Mourinho) procurando utilizar uma espécie trivot (Amorim, Veloso e M Fernandes) que castrava a largura do jogo de Veloso e M Fernandes e por outro lado criava enormes dificuldades posicionais aos atletas da selecção e optando ainda por distanciar em demasia Moutinho e Nani provocando falta de ligação entre sectores, o denominador comum nos 2 Europeus de Sub21 foi mesmo a falta de rotinas colectivas que numa Holanda, Italia, Servia, Ucrania..etc não verifiquei.

É necessário portanto um trabalho de base e continuidade, assente num único modelo de jogo com algumas adaptações face aos jogadores disponíveis na altura.
Esta trabalho de continuidade permitirá aliar a boa qualidade dos atletas a uma maior cultura táctica, algo essencial para quem quer vencer competições.
No fundo se este trabalho já existe(e acredito que sim) na prática não aparece..como tal é necessário rever todo o planeamento.

Por outro lado aquilo que se viu nas duas ultimas competições europeias de Sub21 foi um Portugal menos competitivo, mais “preguiçoso”.
Jogadores com menor índice de agressividade, em claras dificuldades físicas e com jogadores em claro subrendimento.
É verdade que alguns destes atletas estiveram expostos a uma época desgastante, recheada de jogos e competições, no entanto relembro que nas outras selecções os jogadores estão expostos á mesma exigência conseguindo chegar a esta fase da temporada mais frescos e determinados.
Nesse sentido também terá que ser pensado numa outra abordagem.

Os mais do Euro (Portugal)
Começo por falar de 3 elementos que para mim são futuros jogadores chave na selecção Nacional (e aqui não me interessa se é daqui a 2,4 ou 5 anos):

Manuel da Costa. Jovem talento que actuou no Nancy antes de rumar ao PSV (com 18 anos esteve a um passo de ingressar no FC Porto), é um central moderno e exprime já em campo uma vertente de treino muito explorada na Holanda..a componente da técnica individual.
Depois de um Torneio de Toulon onde demonstrou muita qualidade e margem de progressão e depois de algumas chamadas á selecção Nacional, neste Europeu Manuel da Costa deixou claro que tem um potencial enorme.
Sentido posicional de bom nível, timing de tackle fora do comum, boa capacidade física, velocidade qb, forte mentalmente e uma capacidade técnica fora do comum para um central..fazem de Manuel da Costa um dos mais promissores centrais Europeus. Talvez lhe fizesse bem mais um ano na Holanda antes de rumar a outras paragens.

Miguel Veloso. É um pivot defensivo moderno. Forte qb fisicamente, tem um sentido posicional e colectivo bastante forte. É forte no desarme mas deslumbra mais na primeira fase de construção e na capcidade de posse de bola. Tem uns pés requintados, a capacidade de passe é de elevado nível e tem uma personalidade que lhe permitirá certamente atingir os píncaros do Futebol Internacional.
Está encontrado o 6 de futuro da selecção nacional.

Manuel Fernandes. Que bem lhe fez a passagem por Inglaterra. O Manélélé do Benfica era um jogador voluntarioso, com pulmão, boa qualidade de passe e um remate de meia distância maravilhoso. Com a sua natural maturação é hoje um jogador com uma dimensão física fora do comum. Capaz de segurar a bola mesmo pressionado por um ou mais atletas, capacidade de choque poderosa, forte a defender e a atacar.
Está um box to box completíssimo e é neste momento um jovem capaz de fazer furor em qualquer equipa.

Estes são os 3 atletas que em termos de características, qualidade e margem de progressão parecem ter um futuro risonho á sua frente.
Jogadores extremamente completos, jogadores de colectivo e que incutem muita segurança defensiva e capacidade de construção de jogo a qualquer equipa onde joguem.
Serão bem vindos na selecção principal.

Obviamente que não me esqueci de Moutinho e Nani.
Moutinho é um excelente jogador mas dá a sensação que a dimensão do seu jogo não pode crescer muito mais, pois tudo aquilo que faz...é conseguido com alma e raça. Tem tudo para se afirmar no futebol nacional mas dificilmente atingirá uma dimensão internacional muito elevada.
Quanto a Nani, um olheiro do Chelsea disse algo com algum sentido. Embora sendo um jogador com atributos físicos fora do comuns (agilidade, elasticidade) e com uma velocidade típica de um extremo, Nani tem registado uma evolução algo lenta no seu jogo. O Nani da temporada passada é o mesmo Nani desta temporada, quando se esperaria uma explosão. A sua transferência para o Manchester poderá ser a oportunidade e o tónico para explodir definitivamente.

Queria também salientar alguns pormenores de Vaz Té que embora limitado mostrou uma mobilidade muito inteligente e eficaz.
Nota ainda para as prestações de Varela e João Pereira, pois embora apresentem lacunas que dificultarão a ascensão a um patamar elevado, demonstraram raça e vontade.


Os mais do Euro
A Holanda voltou mais uma vez a dar a conhecer jogadores com muito boa qualidade.
Vlaar é um central promissor, Maduro uma certeza no meio campo defensivo e Babel confirmou a sua qualidade.
Rigters maravilhou pela velocidade e pela capacidade de finalização que demonstrou, mas foi outro atleta que me encheu as medidas.
Falo-vos de Drenthe. Depois de um Torneio de Toulon (época passada) de grande nível como defesa esquerdo, Drenthe maravilhou o Mundo do Futebol pelo seu jogo rápido, inteligente, eficaz e vistoso.
Com uma raça assombrosa, é extremamente rápido e forte no choque. Tecnicamente é capaz de levantar uma plateia, aplicando posteriormente o seu cruzamento teleguiado de pé esquerdo. Creio que Drenthe acaba por potenciar o seu jogo mais como médio ala esquerdo do que como defesa esquerdo,

Reo Cooker, Nugent e Lita foram 3 jogadores em destaque na Inglaterra.
Reo Cooker é um box to box “electrico”, Nugent um avançado completo mas foi Lita a grande figura.
Lita é um avançado muito veloz e potente, com uma mobilidade e uma capacidade de desmarcação muito acima da média. Terá que melhorar a eficácia em frente á baliza.

Na Italia, para além dos já conhecidos Aquilani e Montolivo (este ultimo pouco exuberante nas suas exibições) destaco Chiellini um defesa bastante polivalente, forte fisicamente e com grande personalidade.
Pazzini, um excelente ponta de lança, esteve vários furos abaixo.

E termino falando de um avançado que me impressionou. Falo-vos de Mirallas da Bélgica. Forte fisicamente (não muito alto), é muito móvel, dá a sensação de estar em todo o lado, é forte na finalização e tem capacidade para desequilibrar de um para um. Belo avançado.

Segue-se o Mundial de Sub20, onde Portugal entrou com o pé direito..mas falarei mais tarde.

18 maio 2007

Euro Sub17 2007


A Espanha é a nova Campeã Europeia de Sub17, sucedendo á Russia que havia ganho o ceptro em 2006.

Terminou na Bélgica mais uma fase final do Europeu de Sub17 onde a Espanha confirmou todo o seu favoritismo dominando a prova do princípio ao fim.
Muitas foram as selecções de qualidade que marcaram presença na prova, mas desde o início que a Espanha partia na “pole” para a vitória final.



A Espanha venceu o seu grupo sem dificuldade. No 2º posto a luta entre França e Alemanha foi enorme, mas na recta final os Franceses conseguiram superiorizar-se, de forma algum injusta diga-se.



No grupo B a grande surpresa foi a equipa da casa, a Bélgica. A fazer um magnífico trabalho na formação (esperem para ver os Sub21 no Europeu), os Belgas conseguiram o surpreendente apuramento para as meias finais deixando Holanda e Islândia (como é possível esta última ter eliminado Portugal) de fora. A Inglaterra passeou classe até ás meias finais.



Nas meias finais, a Espanha sentiu inesperadas dificuldades para bater a organizada equipa Belga.
Contudo e a jogar com 10, os espanhois acabaram por vencer nas grandes penalidades.
Na outra meia final, jogo equilibrado entre Inglaterra e França que acabou com a vitória dos Ingleses.
Nota: Pelo caminho ficavam Bélgica e França. Contudo o 3º e 4º lugares valeu-lhes a qualificação para o Mundial da categoria ás quais se juntou naturalmente as duas finalistas e ainda a Alemanha que venceu ,no playoff de 5º e 6º classificados, a Holanda.



Na final pudemos assistir a um jogo dominado a espaços pela Espanha.
No final o herói foi a estrela do momento, Krkic. Depois de se sagrar melhor marcador da prova em 2006 com 5 golos (com 15 anos e a actuar como suplente na maioria dos jogos), o Espano-Sérvio acabou por ser decisivo apontando o único golo da partida, assistido por outra das grandes figuras do Euro, Fran Mérida.





A Espanha venceu assim mais um Europeu da categoria, alargando o seu domínio no futebol de formação Europeu e o seu técnico ,Santisteban, viu o seu número de conquistas de Europeus da categoria passar para 6, notável!!!




Olho Global

Muitos foram os atletas que se deram a conhecer ao Mundo, cativando a atenção de dezenas e dezenas de scouts dos melhores clubes Europeus.
Aqui ficam alguns destaques:

Na Bélgica destacaria o número 10 Hazard Eden. Um criativo muito rápido é ágil, com uma capacidade de um para um invulgar.
Na França uma confirmação – Henri Saivet. Um avançado (extremo direito) muito veloz e capaz de belos serpenteados em frente aos defesas contrários. Também Damien Le Tallec demonstrou dotes de bom ponta de lança.
Na Alemanha Toni Kroos mostrou pelo 2º ano consecutivo toda a sua qualidade, confirmando que terá um futuro risonho pela frente. Sascha Bigalke cotou-se como um ponta de lança com uma tremenda mobilidade e com um remate venenoso.
Na Holanda Daley Blind (filho de Blind ex atleta do Ajax) foi o atleta que mais se destacou numa selecção que desiludiu.
Na Inglaterra Jason Steele mostrou mesmo mãos de ferro ao fazer defesas de grande nível, cotando-se como uma das grandes estrelas da sua selecção. Jordan Spence é um central muito interessante, Victor Moses um box to box de grande nível e que poderá estar a caminho do Chelsea e Rhys Murphy ponta de lança ao bom estilo britânico.
Na Espanha Ignacio Camacho voltou a encantar liderando o meio campo Espanhol. Fran Mérida maravilhou com a qualidade de passe do seu pé esquerdo, Falqué deixou os responsáveis do Real Madrid a pensar se realmente o deveriam ter deixado sair para o Barcelona e por fim De Egea mostrou-se sempre muito seguro na baliza espanhola.

Contudo e quanto a mim, a figura voltou a ser o fantástico KRKIC

02 maio 2007

Campeonato da Europa de Sub17





Começa dentro de horas a fase final do Campeonato Europeu de Sub17.
A prova será disputada na Bélgica e grandes e emotivos jogos se adivinham. Olheiros de todo o Mundo marcarão presença no evento em busca dos futuros craques de “amanha”.

Este campeonato fica desde já marcado pela impossibilidade da actual detentora do troféu, a Russia, defender o ceptro uma vez que não se conseguiu apurar para este Bélgica 07.


Grupos



O grupo A é sem dúvida um grupo fortíssimo e extremamente equilibrado. As sempre favoritas Espanha e França (equipas com enorme tradição no futebol de formação) irão medir forças contra duas equipas musculadas mas com qualidade, Ucrania e Alemanha.
Favoritos? Não há.
No grupo B a Holanda sai como favorita, embora a Inglaterra tenha uma palavra a dizer.
Como outsiders teremos a anfitria Belgica e a desconhecida Islândia, que tentaram certamente fazer uma gracinha.


Jogos




Nota: A eurosport transmitirá dois jogos por dia


Jogadores já referenciados

Na Alemanha, Tony Kroos, médio ofensivo, é já uma grande figura do futebol de formação Alemão.
Richard Sukuta Pasu, avançado de origem ganesa, também poderá brilhar pois é dotado de um grande poder físico.
Na Bélgica a vossa atenção para o médio Nick Simons.
A Espanha conta já com algumas figuras mediáticas. José Iglesias é um guardião de enorme talento. Yelco um central de qualidade. David Calvo um médio tecnicista que promete, Ignacio Camacho um médio centro moderno e de tremenda qualidade, Francisco Merida é já jogador do Arsenal e segue as pisadas de Xavi e Cesc no futebol Espanhol, Sergio Tejera é um avançado que já actua no Chelsea e Bojan Krkic é a estrela da companhia, pois com 15 anos apenas (e como suplente) sagrou-se o melhor marcador do campeonato Europeu de Sub16 e recentemente estreou-se pela equipa principal do Barcelona apontando um golo num particular contra o Al Ahly. Com 16 anos é a grande estrela do Campeonato da Europa.
Na França dispontam os nomes de Benzerga, do avançado Vincent Acanpandie, de Riviere e finalmente do avançado promissor Henri Saivet.
Na Holanda o defesa De Vries é sinónimo de qualidade, numa selecção que vale muito pelo seu colectivo.
Na Inglaterra Victor Moses e Michael Woods são nomes a reter.
A Ucrania vale pelo seu todo
E na Islândia brilha o muito cobiçado Sigthorsson.


Certamente que outros nomes brilharão e muitos destes jogadores darão um passo decisivo nas suas carreiras.



Que comece o espectaculo!

24 julho 2006

Jornada 2 e 3 do Campeonato da Europa de Sub19


Golos, golos, golos!

O Euro Sub19 continua a brindar todos os amantes do Futebol com golos e espectáculo e os avançados do torneio têm sido as grandes figuras.
Resultados surpreendentes, reviravoltas no marcador, golos a fechar as partidas, enfim um pouco de tudo o que é necessário para tornar uma competição bem apimentada e excitante.


Grupo A

Polónia 4 – 1 Bélgica

A equipa da casa defrontava a Bélgica que vinha de uma vitoria confortável na primeira ronda.
Os polacos apresentaram-se muito coesos e bastante frescos fisicamente, chegando á vantagem rapidamente, ampliando a mesma, acabando o jogo a gerir uma confortável vitória.
Janczyk foi o herói da partida ao conseguir um hattrick e uma exibição de luxo, e Lamah voltou a facturar, apesar do golo ter sido insuficiente para evitar a derrota.

Áustria 1 – 3 Rep. Checa

Tal como no jogo anterior, a equipa vencida na 1ª jornada venceu a equipa vencedora da mesma jornada.
Jogo com pouca história e emoção, tal foi o domínio checo que chegou a ter 3 golos de vantagem.
Com este resultado o grupo estava definitivamente lançado

Rep. Checa 2 – 0 Polónia

Apesar do primeiro jogo decepcionante, os checos fizeram valer o seu favoritismo no grupo, batendo a selecção da casa, e seguindo em frente.
O jogo foi de fraca qualidade, com um futebol algo trapalhão e “mastigado”, mas os Checos foram superiores durante praticamente toda a partida e conseguiram uma vitória essencial.
Strestik e Fenin acabaram por ser os hérois da partida.

Áustria 4 – 1 Belgica

A Bélgica que tinha começado da melhor maneira a sua participação no Euro, sofreu a sua 2ª goleada seguida.
Os Austríacos que venham justificando qualidade para passar a ronda seguinte, não tiveram dificuldades em bater uma frágil selecção Belga.
Hoffer voltou a brilhar com mais 2 golos, e atrai já a atenção de vários clubes Europeus, mas Simkovic (apesar de suplente) e Walch, são nomes a ter em conta.
A Áustria qualificou-se assim para as meias finais, conseguindo um 2º lugar no grupo, logo atrás da Rep. Checa.


Grupo B

Espanha 4 – 0 Escocia

A Espanha continuava a demonstrar a sua superioridade e a justificar o seu favoritismo, batendo sem apelo nem agrado a Escócia, com chapa 4, após ter conseguido uma confortável vitória frente á Turquia.
A grande figura da partida foi o central Gerard Pique, central que conseguiu bisar na partida, cabendo a Mário e Bueno os restantes golos.
A Espanha está qualificada para as meias finais e garantiu desde já a sua presença no próximo Mundial sub20.

Portugal 4 – 4 Turquia

Jogo frenético.
Portugal começou melhor e o virtuoso Hélder Barbosa colocou a selecção das quinas em vantagem. Diogo Tavares (chamado á titularidade) colocou Portugal a vencer por 2 golos de diferença até ao excelente jogador Ilhan ter reduzido a desvantagem.
Depois de Diogo Tavares bisar, a Turquia arriscou tudo, jogou com 3 avançados bem abertos na frente e chegou ao empate, antes de Bruno Gama voltar a marcar na competição na transformação de uma grande penalidade.
Mas foi Ilhan Park que aos 95 minutos impediu o Adeus precoce turco da competição, abrindo assim grandes expectativas em relação ao que poderia acontecer na 3ª jornada.

Portugal actuou com: I Araújo, P Correia, A Marques, J Pedro, P Renato, N Coelho, Antunes, Zezinando, B Gama, H Barbosa e D Tavares.

A qualificação de Portugal para o campeonato do Mundo de sub20 estava muito próxima, mas a qualificação para a meia final do Euro, estava dependente de uma vitória frente á Espanha na ultima jornada.


Portugal 1 - 1 Espanha

A Espanha já qualificada entrou para este jogo com várias alterações e sem alguns dos seus mais influentes jogadores. Por outro lado, Portugal necessitava de uma vitória para seguir em frente, e como tal alterou só algumas peças do seu onze devido ao cansaço que alguns jogadores acusaram depois de duas jornadas exigentes, efectuadas sobre intenso calor..na Polónia.
Portugal entrou decidido e conseguiu um claro domínio nos primeiros 25 minutos, chegando á vantagem através de uma grande penalidade apontada pelo capitão Bruno Gama, castigando injustamente a Espanha, já que Hélder Barbosa não foi tocado na área Espanhola.
No entanto, a Espanha pouco a pouco começou a reagir e sobretudo pelo extremo esquerdo Capel começou a criar ocasiões de bastante perigoso para a baliza de Igor Araújo, guarda redes que me parece demasiado hesitante.
A 2ª parte pautou-se por um jogo amorfo, completamente dominado pela Espanha que conseguiu o empate logo a abrir.
Portugal foi pouco audacioso, arriscou pouco e Carlos Dinis nunca tentou alterar verdadeiramente o rumo do jogo. Fica o sentimento que Portugal se limitou a garantir a presença no Mundial, sem nunca tentar o apuramento para a meia final deste Euro. É pena!
Por outro lado, Portugal deixa uma pálida imagem do seu valor, mostrando uma clara dependência da qualidade técnica dos seus extremos.

Escócia 3 – 2 Turquia

A Escócia é a grande surpresa da prova.
Num grupo dificílimo onde encontrou a vencedora de 2004 Turquia e as “galácticas” Espanha e Portugal, os escoceses mostraram um futebol musculado e de colectivo rotinado, conseguindo um surpreendente apuramento através do 2º lugar no grupo.
Estiveram a vencer por 3-0, e só numa clara gestão de esforço, a Turquia ameaçou, e até acabou por causar alguns calafrios.
Ilhan, o goleador turco, acabou por marcar na partida, mas na baliza contrária, contribuindo de alguma forma para a vitoria escocesa.


Meias Finais

26/07
Espanha versus Áustria
Rep. Checa versus Escócia


Estrelas que brilham

Dawid Janczyk, avançado da Polónia

O avançado Polaco tem apenas 18 anos, mede 1m81 cm e demonstra grande qualidade na finalização e mostra-se bastante imponente entre os centrais. É um típico Homem de área.
Actua no Légia de Varsóvia e tem contrato até 2008, aguçando já o apetite de algumas equipas dos melhores campeonatos Europeus, falando-se do Lens de França com alguma insistência.


Ilhan Porlak, avançado Turco

Ilhan tem sido o grande goleador da prova.
Rápido, com bastante inteligência no posicionamento, não se limita a esperar pela bola. Procura-a, sabe jogar de costas para a baliza e apresenta também um bom sentido colectivo.
A salientar que na qualificação também tinha demonstrado uma grande veia goleadora ao conseguir 5 golos em 6 jogos.
Será certamente um jogador a ter em conta no futuro próximo.

António Barragan, Lateral direito da Espanha

Barragan é um moderno lateral direito, capaz de subir com eficácia, mas fazendo da qualidade defensiva a sua grande arma.
Fortíssimo no 1 para 1, tem uma capacidade física de relevo e uma inteligência e frieza a defender pouco comum para um jovem de 19 anos.
Depois de actuar sobre as ordens de Rafa Benitez no Liverpool, durante 1 época (realizou 1 jogo), assinou recentemente um acordo com o Deportivo da Corunha por 5 anos.
Será o futuro lateral direito da selecção Espanhola.

Diego Capel, Extremo esquerdo da Espanha

Capel é um extremo esquerdo de apenas 18 anos.
Com 16 anos estreou-se pela equipa sénior do Sevilha, e ano após ano tem registado uma fantástica evolução.
Excelente capacidade técnica, muito veloz, Capel tem ainda a capacidade servir os avançados com cruzamentos milimétricos para os avançados.
Tem um enorme futuro pela frente.

Bruno Gama, extremo de Portugal

Bruno Gama é um extremo muito veloz, capaz de jogar quer na esquerda quer na direita, ocupando ainda a posição de 2º avançado quando necessário.
Com apenas 1m68 centimetros faz da capacidade técnica e da velocidade no drible as suas armas. É também especialista em bolas paradas, marcando com eficácia penaltis,livres e cantos.
Com apenas 17 anos, foi alvo de uma transferência “record” do Braga para o FC Porto.
É,sem dúvida, uma grande esperança do Futebol Portugues.
Com 16 anos, contava já com o título de Campeão da Europa de sub17.

Hélder Barbosa, extremo de Portugal

Hélder Barbosa é um extremo, dotado de um fantástico pé esquerdo e de um poder de explosão pouco comum.
Atleta com 19 anos, 1m72cm de altura, sagrou-se campeão Nacional pelo FC Porto, actuando na ultima jornada pela equipa principal portista.
Em 2006/07 jogará por empréstimo na Académica e é talvez a maior esperança do clube Portuense.

Steven Fletcher, avançado da Escócia

Fletcher é uma das grandes sensações da prova.
Melhor marcador da fase de qualificação com 7 golos em 5 jogos, continua a demonstrar faro pelo golo, lutando pelo título de melhor marcador do Euro.
Fletcher é jogador do Hibernian, mas pudera estar a caminho de um dos colossos do Futebol Inglês.
Com 19 anos, este avançado da Escócia é também capaz de jogar como extremo.
Atenção a Steven.

14 julho 2006

Campeonato da Europa de Sub19



Off we go!!
O Futebol não pára e após sermos brindados por um surpreendente campeonato da Europa de sub17 e por um enfadonho Mundial de Futebol na Alemanha, a emoção e espectáculo que é o Futebol vão continuar na Polónia para mais um Campeonato da Europa de Sub 19, onde a selecção Portuguesa estará representada.


História

O Campeonato da Europa de sub19 veio substituir o torneio sub 18 de juniores (este sob a alçada da FIFA).
Nos seus primeiros 32 anos de existência o Torneio foi jogado sobre diferentes formatos, salientando-se na altura as 8 vitórias inglesas, as 4 soviéticas e as 3 bulgaras.

Em 1980, o torneio ganhou a Designação de Campeonato da Europa UEFA sub18, ganhando ,hoje em dia, os contornos de sub19.
14 selecções conseguiram vencer o troféu, demonstrando a forma competitiva e equilibrada como se disputa esta competição, no entanto, Portugal e Espanha têm sido as mais regulares, vencendo 5 (3 Espanha e 2 Portugal) desde 1988.

Estrelas que brilham

Vários têm sido os jogadores que aproveitaram este grande evento, para se dar a conhecer ao Mundo do Futebol, aguçando o apetite de grande parte dos colossos Europeus.
A selecção Francesa de 1996 lançou jogadores como Gallas, Henry e Trezeguet (os 2 últimos estariam envolvidos 2 anos mais tarde na conquista do Campeonato do Mundo).
Mas outros nomes surgiram, Buffon, Totti, Pirlo, Robbie Keane, Hildebrand..entre outros.

Prognósticos

A competição começa dia 17, no entanto, a França , ainda detentora do troféu, não o puderá defender pois não conseguiu a qualificação.
Como candidatos principais (se é que podemos definir candidatos nesta competição) temos os crónicos Espanha e Portugal (jogarão no mesmo grupo), e a a forte Republica Checa.

Grupos

Grupo A

Áustria
Bélgica
Rep. Checa
Polónia

Grupo B

Espanha
Portugal
Escócia
Turquia



Portugal

Portugal tem legítimas condições para almejar a conquista do título.
Apesar do grupo onde está inserida, ser bastante complicado, Portugal conta com a experiencia internacional de vários dos seus jogadores, e também com uma "pitada" de virtuosismo e fantasia, que marcam o estilo do Futebol Nacional.


Eis os convocados

Gr: Ricardo Janota e Igor Araújo
Defesas: João Pedro, Steven, André Marques,Pedro Correia, Antunes, Paulo Renato e Mano.
Médios: Nuno Coelho, Zezinando, Bruno Gama, Pereirinha, Feliciano Condesso
Avançados: Hélder Barbosa, David Caiado, Diogo Tavares e Paulo Ferreira.
O treinador é Carlos Dinis


Portugal opta por apresentar um 4-3-3, com 2 extremos bastante virtuosos, rápidos e a procurar o 1 contra 1, cabendo a Nuno Coelho ser o 1º apoio aos defesas e a Zezinando as transições ofensivas. Antunes puderá aparecer como médio centro, apesar de ser originalmente um defesa esquerdo.


A estreia da selecção das quinas, está marcada para dia 18 ás 17 horas frente á Escócia.

16 junho 2006

Jornada final do Campeonato Nacional de Juvenis




Chegavamos á ultima ronda, com o Sporting a liderar o campeonato com mais 2 pontos que o Benfica e vantagem em confronto directo.
Assim sendo, o Sporting deslocava-se ao Centro de Estágio do Olival, sabendo á priori que um empate frente ao FC Porto seria suficiente, e sabendo também que o Benfica estava obrigado a vencer o seu jogo em casa frente ao Boavista.

O jogo começou bem equilibrado, com o Sporting e o FC Porto a apostarem nuns claros 4x3x3, no entanto o Porto pretendia desde logo assumir a posse de bola no seu meio campo, enquanto que a equipa do Sporting aparecia mais talhada para o contra-ataque.

Aos 20 minutos, o Sporting num contra-ataque veloz falha de baliza aberta, o aviso estava dado.
De Lisboa chegavam notícias que o Benfica já vencia folgadamente, mas não chegava para os encarnados se sagrarem campeões.

Eis que o Porto marca golo, e de um momento para o outro o Sporting precisava de assumir a partida.
Intervalo, 1-0 vencia o Porto, em Odivelas o Benfica vencia 3-0.

Chegados á 2ª parte, e com o passar dos minutos o Sporting foi obrigado a reforçar o ataque, algo que mais tarde viria a ser decisivo.

Vivaldo brilhava com pormenores técnicos brilhantes e uma velocidade relâmpago nos seus dribles, no entanto isolado peranta o guardião do Porto falha isolado.

E é já a caminhar para o fim do jogo (faltavam cerca de 10 minutos), que o Porto tem 2 jogadas claríssimas de golo, e no contra-ataque da ultima…Helmut num pique potentíssimo consegue levar a melhor em velocidade aos centrais do Porto e encosta para dentro da baliza, era o golo tão ansiado pelos jogadores.
Apesar do 6-0 do Benfica, o Sporting estava a um pequeno passo de ser campeão.

Até final, muito anti-jogo e algum nervosismo.
Apito final, o Sporting sagrou-se pelo 3º ano consecutivo campeão nacional de juvenis.
Parabéns ao Sporting.


Como destaques individuais, tenho que frisar a excelente partida de Vivaldo,
do inevitável estratega Adrien e ainda de Diogo Amado por parte do Sporting, enquanto que no FC Porto a classe de André Pinto foi uma constante, excelente central o capitão.




Conclusão

Parece-me a mim, que vence o campeonato a equipa que melhores individualidades tem, e que mais desiquilibrios consegue provocar no 1 para 1.
Uma palavra especial para a equipa do Benfica, que alinhou durante toda a época num 4x4x2 em losango muito bem trabalho e com mecanismos e rotinas bem visíveis. Talvez, pela organização colectiva merecessem um lugar diferente.

Porto e Boavista, desiludiram.
O Porto viveu sempre da “magia” de Coelho, e demonstrou graves lacunas colectivas, tais como a concentração de jogadores em curtos espaços de terreno, a clara fragilidade quando os adversários apostavam em variar rapidamente a bola de flanco, e uma clara fragilidade defensiva.
No lado do Boavista, uma equipa competitiva, aguerrida, mas sem grandes valores individuais (muito dependente de Benvindo) e sem processos ofensivos bem trabalhados.


Sporting Campeão!

06 junho 2006

Balanço do Euro Sub21




Um sucesso!
Podemos afirmar que a organização portuguesa do Euro 2006 foi um sucesso.

Assistências médias batidas, ambientes fantásticos, emoção e muito colorido nos Estádios.
O público português compareceu em massa, os preços dos bilhetes foram a acessíveis ás carteiras de todos e os momentos de espera antes dos jogos puderam ser ocupados com vários jogos aliciantes, onde até bilhetes se podiam ganhar.

Depois do Euro 2004 e de toda um ambiente e euforia pouco visto ,até em termos Internacionais, Portugal mostra mais uma vez ser um país do Futebol.


Com o findar de mais uma competição de relevo em Portugal torna-se ,então, pertinente fazer um balanço desportivo do mesmo.
E nada mais justo que começar pelo Campeão.

Holanda
A laranja mecânica fez um campeonato sempre em crescendo.
Começou tímida, algo receosa e lenta mas acabou por se soltar á medida que o torneio foi avançando.
Após o jogo visionar “in loco” o jogo com a Dinamarca fui invadido por sérias dúvidas em relação ao valor desta selecção, apesar de nela constarem nomes bem conhecos do Futebol Holandês.
A verdade é que o jogo citado marca uma viragem no Futebol Holandês, e depois de eliminarem no grupo um sério candidato, deixaram para trás a temível e favorita França, vencendo na final com números esclarecedores.
São campeões, e no fundo até podemos afirmar que são uns justos campeões.
Em termos individuais convém salientar alguns nomes:
Huntelaar é a figura de proa, melhor marcador do campeonato Holandês e melhor marcador do Euro Sub21 2006. Excelente nas movimentações, felino no remate deixou como imagem de marca a “chapelada” frente á França.
Hofs, um jogador de estatura baixa, extremamente rápido, com dotes técnicos assinaláveis e uma inteligência notável. O ultimo golo seu frente á Ucrânia na final fica como cartão de visita.
Depois também a salientar De Zeeuw, Castelen (jogador já com andança pela selecção principal), Emanuelson e ainda o lateral direito Tiendalli.
Bastantes nomes, o que significa qualidade e futuro.

Ucrânia
A Ucrânia foi sem dúvida a grande surpresa da prova.
Baseada numa coesão defensiva assinalável, disferiu contra-ataques mortíferos.
O seu futebol não foi deslumbrante, mas a capacidade física e a coesão da equipa levaram-nos até a uma inesperada final.
A derrota na final surge por números exagerados.
Em termos individuais destacam-se:
o avançado Milevsky, fantástico jogador, muito forte fisicamente mas que alia força á técnica. Este jogador está a caminho do Mundial.
Também Fomin o companheiro de ataque, demonstrou “veneno” nos contra-ataques e conseguiu resolver alguns jogos.
Por fim saliento o guardião Pyatov. Típico guardião “russo”, capaz de manter a calma nos momentos de maior pressão e muito forte no posicionamento entre postes.

França
A França começou o Euro, batendo justamente o favorito Portugal.
Desde logo convenceram os adeptos, e assentes num futebol maduro e colectivo, não dependente de grandes individualidades, ganharam á custa do esforço e qualidade o estatuto de favoritos da prova, já no decorrer da mesma.
No entanto, o que parecia ser um favorito pré-anunciado, acabou por ser eliminado por uma supreendente Holanda.
Penso que a quebra física foi a razão que levou ao “flop” Francês na meia-final.
Em termos individuais destacam-se:
Mavuba
, médio do Bórdeus é já um nome sonante no Futebol francês (5 internacionalizações). Alia força, a uma visão de jogo e a uma inteligêcia táctica consideráveis.
Por outro lado, Toulalan é o chamado médio posicional. Aparece sempre no sítio certo, recupera imensas bolas e sai a jogar com simplicidade e eficácia. Está a caminho do Lyon.
Saliento ainda o guardião Mandanda. Excelentes exibições, fantásticos reflexos e uma segurança pouco comum para um guardião tão jovem. Actua no Le Havre

Sérvia
Os Sérvios são a outra surpresa da competição.
Relegaram nos grupos Portugal e Alemanha para os derradeiros lugares, apresentando uma cultura táctica madura e eficaz.
Também assentes numa excelente coesão defensiva, demonstraram qualidade nas transições rápidas para o contra-ataque.
A “roleta” das grandes penalidades, impediram-nos de chegar á final, mesmo não contando com alguns jogadores de grande nível como Vucinic (lesionado) ou Slobodan Rajkovic (a caminho do Chelsea em 2007).
Em termos individuais salientam-se:
Stojkovic
, fantástico guarda-redes. Ágil, eficaz e muito sóbrio, mais uma prova da boa escola de guarda redes dos países da ex Jugoslávia.
Milen Stepanov, um central dominadora, implacável no jogo aéreo e com um sentido posicional assombroso. Encantou-me a forma madura como disputou cada lance e como sozinho conseguia parar os contra-ataques adversários. Grande craque, este atleta do Trabzonspor.
Por fim saliento a irreverência ofensiva de Krasic, jogador muito móvel e sempre á procura das diagonais para aparecer em frente á baliza.

Portugal
Portugal foi uma das grandes desilusões da prova.
Uma selecção que pareceu bastante fatigada, e sobretudo sem um modelo de jogo bem solidificado. Esta falta de “Sentido táctico e colectivo”, poderá dever-se a uma falta de política de base nas selecções nacionais mais jovens, fruto da ausência da aplicação de um modelo de jogo único nas selecções jovens, como forma de criar bons colectivos e sobretudo rotinas colectivas nos jogadores.
Portugal, apontado como favorito á vitória, não conseguiu passar o grupo e só almejou marcar um golo já aos 93 minutos do ultimo jogo.
Em termos individuais:
Bruno Vale
guardião do FC Porto esteve sempre impecável, e Raul Meireles do FC Porto mostrou ser um jogador de grande alma, garra e bastante polivalente. Saiu do Euro de cabeça erguida.

Não poderia deixar de falar no público Português.
Mesmo após a fasquia ter sido colocada bem alta, e a desilusão ter sido grande, o povo Português apoiou a selecção no momento difícil do Adeus.
Foi uma grande prova de amor á selecção e á bandeira, e uma prova que os portugueses acreditam no valor dos jovens talentos da selecção das quinas.
Arrepiante o apoio no final do jogo frente á Alemanha e fantástico o sentimento nacional expresso na Final do Euro.

Itália
A Itália chegava com o rotulo de favorita e de defensora do ceptro Europeu.
Mas desde o primeiro jogo que desiludiu e demonstrou grandes fragilidades defensivas, algo pouco normal no futebol Azzurri.
Ficou uma imagem de um futebol pobre, com algum desprezo pelo valor dos adversários e com grandes descompensações a nível de meio campo, com claras culpas do técnico ao parte a equipa num 4-2-4 (bem patente em várias situações de jogo).
Em termos individuais:
É difícil destacar alguma individualidade da Itália, visto terem mostrado tão pouco, mas o lateral direito Potenza fez um Euro marcado pela razoabilidade e Rosina a espaços conseguiu desiquilibrar (fazendo lembrar em termos de estilo..Miccolli).

Dinamarca
A Dinamarca mostrou nível na 1ª parte do primeiro jogo frente á Itália.
Meio campo sólido e inteligente, com um ponta de lança a abrir espaços para a penetração dos extremos e do médio criativo.
No entanto, com o decorrer da competição ficaram bem patentes algumas fragilidades que lhes foram fatais e lhes custaram o apuramento para as meias finais.
Em termos individuais:
Wurz
médio de transição, capitão da equipa e jogador do Aalborg encantou pela maturidade que demonstrou em campo. Um verdadeiro líder.
Kahlenberg, chegou a Portugal rotulado de estrela, e a verdade é que apontou 3 golos. Não é um criativo puro ou um prodígio técnico, mas é muito inteligente no jogo colectivo e tem um faro assinalável pelo golo. Actua no Auxerre.
Por fim, saliento Bendtner, um avançado “poste”, que apesar da altura demonstrou boa qualidade com os pés e muita inteligência em termos tácticos. Actual no Arsenal.

Alemanha
A Alemanha foi uma grande desilusão.
Ausência de grandes valores individuais, acabou por pagar o preço do seu anti-jogo com a eliminação da prova já em descontos.
Em termos individuais é difícil destacar algum elemento:
Rensing, demonstrou qualidades e o porqué de ser o futuro numero 1 na baliza do Bayern.
Excelente guardião, mais 1 da mítica escola Alemã.



Conclusão

Tivemos um Euro cheio de emoções e surpresas, sem vencedores á priori e com jogos disputados até ao ultimo segundo.
Muito talento passou pelos relvados portugueses, e a moldura humana abrilhantou ainda mais o espectáculo.
É certo que deu para notar a falta de algum trabalho de base em termos tácticos em algumas das selecções presentes nesta competição, e quando chegadas a uma prova onde as 8 melhores da Europa estavam presentes, as individualidades não foram capazes de desiquilibrar.
E como grande mensagem deste Euro, podemos retirar mesmo isso. As individualidades por si só dificilmente resolvem um jogo ou até empurram a equipa para a vitória num torneio, este tipo de escalão, e aquelas selecções que demonstraram mais coesão e solidez táctica acabaram por surpreender.
De qualquer forma, fica uma nota para os amantes do Futebol mais técnico, a Holanda venceu o Campeonato. Terá sido valor individual ou muita versatilidade táctica? Deixo á vossa consideração…….

Segue-se o Mundial e em Agosto o Euro Sub19, o Futebol não pára!!

15 maio 2006

Final - Euro Sub17

Dia de todas as decisões! Quem seria mais forte? Os checos ou os Russos?
Emoção até ao fim……



Final


Rep Checa 2 – 2 Russia ( 3-5 em penalties)

A final começou logo com uma grande surpresa. Necid, melhor marcador checo ficou no banco.
Russos e Checos começavam a “batalha final”. Assistiu-se a um jogo equilibrado com boas oportunidades para ambas as selecções, mas a nota de destaque foi sem dúvida o futebol calculista e sem risco.
A Rússia pelo inevitável Prudnikov teve a primeira boa oportunidade, mas o guardião Stech (quem haveria de ser…) opôs-se bem.
Logo de seguida foram os checos a porém o excelente guarda-redes Pomazon á prova.
Foi após o intervalo, que o jogo espevitou e as equipas começaram a arriscar. Ambas começaram a trabalhar para o golo e a fazer de tudo para levarem o ceptro de campeão para casa.
E foi Prudnikov, o mais perigoso jogador Russo, que abriu as hostilidades com o 1 golo da partida. Entrava Necid, pois os checos precisavam de correr atrás do prejuízo.
E o impacto do goleador Checo foi quase imediato, pois em combinações os checos tiveram 2 belas oportunidades de golo.
Era o tudo por tudo Checo, que continuava a criar perigo, e continuava a “massacrar” os Russos, que defendiam a sua vantagem. Eis que surge o golo do talentoso avançado Pekhart e o empate estava restabelecido.
Até ao fim, pouco mais a registar e as equipas teriam que disputar o tempo extra.
Marenich pôs já no prolongamento os Russos em vantagem, mas os checos mais uma vez não baixaram os braços e o inevitável Necid de cabeça empatou mais uma vez o jogo, levando o jogo para penalties.
Nesta “lotaria” os Russos foram mais fortes. A Rússia sagrava-se Campeã Europeia de Sub17 contra todas as espectativas e previsões.
Nota para o facto de um Russo ter tido a hipótese de repetir o penalty mesmo após ter falhado.



3º e 4º Lugares

Espanha 1 – 1 Alemanha ( 3-2 em penalties)

No jogo entre as duas “cabeças de série”, que acabaram por falhar os seus objectivos, á partida salienta-se logo as 13 alterações que foram feitas em relação aos onzes que são habituais nestas duas formações.
Muitas oportunidades foram concedidas aos menos utilizados para demonstrarem o seu valor e a verdade é que a qualidade futebolística do jogo sofreu com isso.
Assim, assistiu-se a uma primeira parte sem sal, e percebendo isso ambos os técnicos fizeram subir ao relvado algumas das estrelas da competição: Fischer, Marin e Krkic.
Apartir daqui o jogo foi mais disputado e mais ofensivo.
Aos 53 minutos o talentoso jovem de 15 anos Krkic, fez aquilo que sabe fazer melhor…marcar.
No entanto, do outro lado apareceu outro “matador” Fischer a repor a igualdade.
É já a passar da hora que Krkic uma vez mais quase marca e já no prolongamento o mesmo Krkic volta a ter 2 oportunidades soberanas de golo que acabaram por não ser convertidas em golo.
Em penalties sobressaiu Coca, guardião Espanhol a fazer o seu único jogo neste Europeu, mas que no entanto brilhou bem alto garantindo o 3º lugar para a Espanha.



Notas sobre o Euro Sub17

Em primeiro lugar uma nota de destaque para o muito publico presente nos jogos. De facto, o Luxemburgo deu um passo em frente no seu Futebol e se é verdade que a sua selecção se demonstrou como a mais fraca da competição, também é verdade que se assistiu a francas melhorias em termos de qualidade e organização do seu Futebol.
Parabéns ao Luxemburgo.

A segunda nota para a injustiça dos finalistas. É verdade que no Futebol a justiça é algo muito subjectivo, mas por aquilo que a Alemanha e Espanha demonstraram quer na qualificação quer na fase de grupos do Euro, mereciam certamente a final.
De qualquer forma, fica a garantia que ambas as selecções têm certamente excelentes valores para o futuro.

E na linha daquilo que falei no ponto anterior, a verdade é que o Futebol é apaixonante pois não há vencedores nem vencidos á partida, e a Rússia e a Republica Checa demonstraram isso mesmo. Com muita determinação conseguiram surpreender e atingir a final.

A Rússia acaba por sair vencedora deste Euro, mesmo não tendo demonstrado um fio de jogo ou qualidades individuais que assim o justificassem.

Por fim termino por dizer, que uma das grandes justificações para as surpresas e para a vitória da Rússia, pode ser encontrada no factor físico.
De facto, o factor físico acabou por ser determinante nesta competição e duas selecções que demonstraram mais frescura física acabaram por atingir a final.
Um 2º aspecto explicativo prende-se com o futebol pragmático e frio apresentado por Checos e Russos que acabou por prevalecer sobre o futebol Ofensivo e criativo de Alemães (quem diria) e Espanhóis.



Destaques do Euro Sub17


Foram alguns os nomes que agradaram e de que maneira neste Euro.
Bons guarda redes, excelentes defesas, fantásticos criativos e finalizadores natos.
Vou deixar os nomes daqueles que mais impressionaram:

Aáron Niguez numero 10 da selecção Espanhola. Um avançado rápido e criativo.

Ruben Ramos numero 14 da selecção Espanhola, um polivalente de grande raça, capaz de servir a equipa quer no meio campo quer no ataque.

Bójan Krkic, um dos 3 melhores marcadores (em igualdade) do Euro. É um avançado com apenas 15 anos, e talvez a idade explique o porqué de ter aparecido quase sempre saído do banco. No entanto, espalhou talento e perfume de futebol pelo campo, e demonstrou uma capacidade de finalização muito acima da média.

Ignácio Camacho, meio centro da selecção espanhola, numero 6. Demonstrou muita classe e personalidade a organizar o meio campo espanhol.

Bjorn Kopplin, lateral direito alemão, numero 2. Defesa lateral moderno, que sobe muito bem e que desempenha de forma exemplar as suas funções defensivas.

Marko Marin, extremo alemão, numero 7. O novo “Littbarski” alia técnica a agilidade e velocidade. É fortíssimo no 1 para 1 e foi talvez o jogador que mais qualidade demonstrou pelo lado alemão.

Tony Kroos, medio alemão, numero 10. É uma especie de Ballack. É muito forte fisicamente, inteligente em termos defensivos, mas sobretudo "brilhante" em termos ofensivos, onde alia técnica a força, junção explosiva!

Manuel Fischer, ponta de lança alemão, numero 9. Fischer foi também ele um dos melhores marcadores do Euro, e demonstrou que precisa apenas de meia oportunidade para fazer um golo. É rápido na movimentação, inteligente na procura da bola e mortífero na finalização.

Marek Stech, guardião da Rep Checa, numero 1. Talvez seguindo os passos do seu ídolo Cech, Stech demonstrou qualidade e personalidade. Bons reflexos, bom posicionamento e muita maturidade na hora de intervir. Bom guardião.

Necid, ponta de lança checo, numero 10. Um jogador muito forte fisicamente, capaz de ganhar quase todas as bolas aéreas. È mortífero na finalização.

Pomazan, guardião russo, numero 1. Um dos grandes pilares da selecção Russa e um dos grandes protagonistas da vitória no Euro. Muito rápido entre os postes e muita maturidade na hora de intervir. Excelente guardião.

Prudnikov, avançado russo, numero 9. Foi algo irregular no Euro, mas a verdade é que saiu prejudicado no sistema defensivo utilizado pela Rússia. Demonstrou grande veia finalizadora e muito veneno nas suas movimentações inteligentes para procurar espaço para a finalização.

Gorbatenko, médio russo, numero 10. O motor desta selecção. Forte fisicamente, inteligente e frio a pensar jogo e com alguns bons atributos técnicos.

Nemeth, avançado húngaro, numero 9. Chegou ao Euro com o título de melhor marcador da qualificação e demonstrou no torneio o porqué desse feito. É fortíssimo nas movimentações e tem uma capacidade de finalização bem acima da média.

Jovetic, numero 8, avançado Sérvio. Um jogador polivalente que joga como médio ofensivo ou como avançado, Encantou pela eficácia nas suas acções e pela forma madura como aborda os jogos.

Bettmer, numero 6, médio do Luxemburgo. Numa selecção tão frágil, encontrei um jovem talentoso. Tem garra, é forte no passe e muito mexido. Merece uma oportunidade num futebol mais competitivo.


Nota Final

Foi , mais uma vez, extraordinário observar atentamente uma competição jovem com tanta qualidade para ser trabalhada, e apurar mais 1 vez que o espectáculo do Futebol está garantido com os jovens que durante cerca de 15 dias evoluíram no Campeonato da Europa no Luxemburgo.
Muitas anotações foram tiradas, muitos valores descobertos e certamente que os grandes clubes Europeus tudo farão para garantir desde já o talento daqueles que se destacaram na prova.

Segue-se agora o Torneio de Toulon e o Euro Sub 21, porque o trabalho de observação de jovens talentos é dinâmico, e portanto não contempla paragens.

12 maio 2006

Semi-Finais - Euro Sub17

Estavamos nas meias-finais do Euro Sub17 e parecia já se saber quem seriam os finalistas, pois Alemanha e Espanha tinham até ao momento demonstrado toda a sua superioridade.
Erro crasso!
O Futebol é uma caixinha de surpresas, e este Euro Sub17 não está a ser excepção.
Vamos então ver como decorreram as semi-finais:



Espanha 0 – 2 Rep. Checa

À partida os Espanhóis eram super favoritos para estar na final, e se tivermos em conta que o goleador Checo Necid não actuava por motivos disciplinares, o favoritismo da Espanha aumentava ainda mais.
No entanto, o jogo teve uma história diferente.
A Rep. Checa entrou confiante e demonstrou muito maior frescura física, por outro lado os Espanhóis que bem tentaram chegar ao golo, nunca foram capazes de o fazer e o jovem Polak acabou por estar implacável no lado dos checos.
Pekhart avançado checo a caminho do Tottenham, apontou um golo de belo efeito e antes de chegar ao intervalo Roberto Garcia ve o 2º amarelo e é expulso. Duro golpe nas aspirações espanholas.
Nesta altura os Espanhóis com 10 teriam que arriscar tudo e Santiesteban arrisca num 3-3-3. No entanto, os checos souberam responder bem e “ludibriar” a defesa espanhola bastante adiantada.
Apesar de algumas oportunidades de golo espanholas, foi Voshalik a marcar o 2º para os checos e a matar a eliminatória.
Individualmente ficam na retina Pekhart e Polak.



Alemanha 0 – 1 Russia

Mais 1 vez o favorito saiu derrotado.
A Alemanha que levava já 14 jogos sem perder, apareceu dominante e a demonstrar a sua supermacia.
No entanto, o guarda redes sensação Pomazon foi sendo capaz com arte e engenho de parar os remates alemães sobretudo de Fischer que mais uma vez apareceu muito perigoso no ataque alemão.
O momento chave do jogo, é claramente a entrada do talentoso avançado russo Prudnikov, que saiu do banco (este talento não pode ser deixado no banco) para resolver já na parte final do encontro, um jogo claramente dominado pelos germânicos.
A Rússia está na final, com a estrelinha da sorte a brilhar.
Individualmente Pomazon foi gigante, Fischer foi sempre muito perigoso e Prudnikov foi o herói da partida.



3º e 4º classificados

14/05/06
Espanha - Alemanha

Assistiremos na luta pelo 3º e 4º lugar, ao jogo que toda a gente esperaria que fosse a final.
As 2 selecções mostraram superioridade ao longo da fase de grupos, mas fruto de algum cansaço e até azar, saíram derrotadas.
A Espanha é favorita, no entanto não conta com o talentoso Niguez.
Por outro lado, depois do cansaço que a Espanha vem apresentando, a Alemanha leva vantagem em termos físicos, e a componente física é ainda mais decisiva em competições de escalões de formação.
A ver vamos..quem vencerá o duelo.



Final

14/05/06
Rep. Checa - Rússia

Nesta surpreendente final, aposto na qualidade dos checos como favoritos para erguer o troféu de vencedores.
Necid volta ao 11, Pekhart reecontrou-se com os golos e Stech é um guardião de enorme qualidade.
No lado Russo, a componente física é uma arma a favor, o guardião Pomazon é uma segurança, mas apesar de finalistas nunca conseguiram disfarçar um futebol muito defensivo e algo “pastoso”.
Penso que será a Rep. Checa a vencer.


Destaques da Jornada



Pekhart, Tomas Pekhart.
Este avançado checo está a caminho do Tottenham e demonstrou na semi-final todo o talento que convenceu Martin Jol a contrata-lo.
É um avançado forte fisicamente, bastante alto e muito “inteligente” na antecipação aos centrais. Terá que melhorar os índices de finalização, mas é certamente uma esperança do futebol Checo.
No somatório das fases deste Euro, jogou 10 jogos e marcou 4 golos.




Jan Polak
é um elegante defesa do Slovan Liberec e da Selecção Checa de Sub17.
Rápido, muito forte na marcação e inteligente nas compensações esteve implacável frente á Espanha.
Com 17 anos e uma carreira pela frente, é de esperar que este jovem venha a singrar no Futebol Internacional.
De qualquer das formas, necessita de maior maturidade e experiência para aí sim aquilatar com mais certezas a qualidade deste jovem

10 maio 2006

Jornada 3 - Euro Sub17

Chegamos á 3 ronda do Euro, e tudo se decidia.
A Espanha estava já com os 2 pés nas meias, mas faltavam decidir as restantes selecções.


Grupo A


Rússia 2 – 0 Luxemburgo

A Rússia cumpriu a obrigação e bateu o “frágil” Luxemburgo.
Gorbatenko e Korotaev foram os marcadores dos golos, que acabaram por selar a passagem dos russos á semi final.
No entanto, ressalvo os melhoramentos que o Luxemburgo foi apresentado ao longo do torneio. Foi inapelavelmente batida pela Espanha, no entanto nos 2 jogos seguintes demonstrou alguma qualidade e muito querer. Afinal o futebol Luxemburguês ainda pode vir a ter um futuro “risonho”.


Espanha 2 – 0 Hungria (televisionado)

A Hungria sabia que tinha uma tarefa muito difícil, pois bater a Espanha parece algo pouco provável neste Euro.
E a Espanha justificou uma vez mais o papel de favorita, pois dominou o jogo do princípio ao fim, sempre baseando o seu domínio no total domínio da posse de bola.
Os golos surgiram de 2 caras já conhecidas, Ruben Ramos e o talentoso jogador de 15 anos, Krkic.. a grande sensação da prova.
A Espanha está assim, naturalmente, na meia final.



Grupo B


Alemanha 4 – 0 Servia (televisionado)

Este foi um daqueles “one man show”- Fischer.
Um grande jogo desta avançado e um hattrick que premeia assim grandes exibições neste Europeu.
A Alemanha, grande favorita deste grupo, justificou do 1º ao ultimo minuto a sua supermacia e finalmente conseguiu materializar em golos o domínio que tem demonstrado em todos os jogos.
A Sérvio muita afectada por 2 ausências de vulto neste Europeu, vai assim para casa deixando uma imagem algo pálida do seu futebol, pois esperava-se claramente mais desta selecção.


Rep Checa 3 – 1 Belgica

Neste jogo tudo se decidia. Parecia claro que a passagem de eliminatória seria decidida entre estas 2 selecções.
E a balança caiu para o lado da Rep. Checa, o que me parece sobretudo justo!
No entanto, os Checos sofreram um duro revés pois o promissor Necid, que neste jogou apontou mais 2 golos (já lá vão 4) acumulou amarelos e não jogará frente á Espanha na semifinal.
A Bélgica abandona o torneio, ficando na retina um ou outro nome interessante para as dezenas de observadores tomarem nota.


Destaque da jornada:


Manuel Fischer, avançado alemão, goleador nato.
Este talentoso jogador, actua no Estugarda depois de ter passado por equipas de menor dimensão como o Ulm.
Nasceu em Aalen em 1989, tem 1,82cm e 67 kg.
Fischer é o típico jogador com faro pelo golo, movimentando-se mesmo muita bem, e aparecendo quase sempre no sítio certo para finalizar.
Ainda lhe falta maior “potencia” física, mas é certamente um jogador a ter em conta no futuro próximo.







Meia Final

11/05/06

Espanha - Rep. Checa
Alemanha - Russia