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03 abril 2007

Vamos lutar pelo fair-play!




Aproveitando este espaço que me permite comunicar ao Mundo, venho falar daquilo que considero o mais importante no Futebol, no Desporto ou até mesmo na Vida : o fair play e o respeito!

Infelizmente no passado Domingo todos pudemos assistir a ocorrência graves que mancham e agridem a essência do Desporto e do Futebol.
Apesar dos exemplos claros de fair-play entre os atletas do FC Porto e Benfica, os quais trocaram abraços e camisolas no fim do jogo (Quaresma chegou mesmo a oferecer uma camisola a um adepto encarnado), alguns individuos, que adeptos de futebol não serão certamente, serviram-se do apaixonante e viciante jogo para dar largas á violência, irracionalidade e estupidez.
Simples adeptos que pagaram o seu bilhete para puderem assistir tranquilamente a um belo espectaculo de futebol foram atacados por estes vândalos.
Já fora do recinto de jogo alguns "animais" decidiram de forma cobarde e "monstruosa" agredir pessoas que me são queridas.

O Futebol não é isto!
A rivalidade saudável entre clubes não é isto!

Isto é pura e simplesmente violência gratuita, individuos que não gostam do futebol mas que se servem dele para outros fins.

Espero que este pequeno gesto possa contribuir para uma grande onda a favor do fair-play no futebol, e desde já deixo um pedido:
a todos aqueles que são verdadeiros adeptos de futebol, passem o manifesto que vão ler em seguida e façam do nosso exemplo o modelo a seguir no futuro.

Juntem-se a nós e divulguem nos vossos blogs, sites, jornais, revistas este manifesto.
Juntos seremos ouvidos!

Passo a citar o manifesto:




Esta foto representa aquilo que devia ser o futebol. Festa, alegria, amizade, por mais diferentes que sejam as opiniões e as preferências clubísticas.Podemos ver aqui o Nelson Oliveira, o João Ribas, o Nuno Cardoso, o Pedro Evangelista e o Paulo Matias. 5 adeptos, antes do jogo do título, que em ameno convívio passaram a tarde de Domingo perto do estádio, numa superfície comercial, antes de se deslocarem para o mesmo. Adeptos do FC Porto e Benfica. Amigos, adversários, com uma paixão comum: o FUTEBOL!

Ao imitir este manifesto pensamos desta forma contribuir para melhorar aos poucos o clima de violência que começa a ser "moda" no nosso país.

COMUNICADO ANTI-VIOLÊNCIA DO FUTEBOL DE ATAQUE

Este blog vem por este meio repudiar algumas situações ocorridas durante e após o jogo de Domingo no Estádio da Luz.
As atitudes de certos adeptos ditos do futebol envergonham TODOS os VERDADEIROS Adeptos de Futebol. Durante o jogo, petardos lançados do piso 3 do Estádio da Luz, atingiram simples adeptos de futebol, inocentes, que apenas se deslocaram ao Estádio para apoiar a sua equipa e ver um belo espectáculo futebolístico, ainda por cima pagando um bilhete que não é assim tão barato.
Após o jogo, João Ribas, um dos nossos fundadores, deslocando-se calmamente para o seu veículo que o traria de volta ao Porto, sem qualquer objecto identificativo sequer do seu clube, a 500 metros (!) do Estádio da Luz, em plena Segunda Circular, é alvo de agressões por um bando de energúmenos que também ao que parece seriam adeptos de futebol. Algo que temos a certeza que não são!... Um dos amigos do João que o acompanhava foi inclusivé esfaqueado num braço.
Felizmente ambos estão bem, mas como devem calcular todos os nossos leitores o susto foi enorme. ISTO NÃO É FUTEBOL!... É CRIMINALIDADE!

O Futebol de Ataque, em conjunto, com VERDADEIROS ADEPTOS DE TODAS AS EQUIPAS DE FUTEBOL, quer por este meio denunciar estas barbaridades e solicitar a todas as autoridades deste país que deixem de assobiar para o lado e DEFENDAM OS ADEPTOS DE FUTEBOL!Hoje foram uns, amanhã serão outros. Quando irá isto terminar?

www.futeboldeataque.blogspot.com



Termino deixando um forte e sentido abraço ao meu bom amigo João Ribas e ao Paulo, duas vítimas da estupidez e irracionalidade!

02 fevereiro 2006

A simbologia dos números no Futebol!

À primeira vista Futebol e números pouco terão em comum.
No entanto, se observarmos o Futebol aprofundadamente, rapidamente percebemos que os números são muito importantes no Futebol, quer pelo factor económico, quer pela forma como “julgam” o trabalho desenvolvido, quer pela crença nos mesmos.


Hoje em dia, o Futebol é um negócio.
Mais do que um mero desporto, mais de que uma paixão, o Futebol é um negócio no qual giram milhões e milhões de contos.
Fazem-se transferências que ascendem a números impressionantes, assinam-se contratos publicitários milionários, “Novos Ricos” gastam fortunas no Futebol, etc….
O Dinheiro corrompe árbitros, corrompe dirigentes…
AS SAD´s procuram o lucro, os clubes entram na bolsa.

Factor comum? Os números! O Futebol é um negócio, e como tal.. faz girar números altíssimos.

Mas não é só no factor económico que encontramos a simbologia dos números no Futebol.
Hoje em dia as equipas e os seus respectivos treinadores, são avaliados meramente pelos resultados.
Não interessa ao adepto comum, se o clube joga bom Futebol, se está numa maré de azar. O que lhe interessa são os resultados, e aqui a frieza dos números toma um papel de destaque na realidade do Futebol.

Não interessa se o treinador põe a equipa a praticar bom Futebol, não interessa se o treinador é especialista de mercado, ou da vertente Treino. O que interessa, é que ele consiga vencer os jogos e conquistar os pontos necessários para ser o 1º.

Percebemos mais uma vez que a frieza e simbologia dos números está interligada ao Futebol. O número de pontos conquistados e o número que a “nossa” equipa ocupa na tabela classificativa, constitui a escala que nos faz considerar um treinador competente ou incompetente.
Numa vertente um pouco mais técnica, podemos também falar em números quando falamos em sistemas tácticos e avaliamos a forma como o treinador faz evoluir a equipa em campo.
O 4-4-2, o 4-3-3, o 3-4-3 (q tanta polémica tem gerado em Portugal), o 3-5-2, são alvos de análises, de elogios e de críticas por parte dos adeptos. A simbologia dos números até na vertente mais “técnica” do jogo, adquire uma importância extrema.

E em relação aos jogadores?
O jogador X jogou bem porque acertou x passes, conseguiu passar pelo adversário y vezes, ou porque marcou z golos. A avaliação aos jogadores é feita quase sempre recorrendo, de forma, inconsciente aos números.

Por fim, temos os números como forma de crença e simbologia no seu estado mais puro.
O número na camisola dos jogadores, é um factor importante de Marketing e um factor de distinção entre os mesmos.
No entanto, para além do factor Marketing, os números são alvos de crenças por parte dos atletas.
Alguém está lembrado da “malapata” do número 7 do Sporting?

Por outro lado, alguns números ficaram famosos na História: O 10 de Maradona, o 14 de Cruyff, o 13 de Eusébio.
Chega a ser curioso a forma como ligamos certos números a jogadores que deixaram a sua marca na História do Futebol Mundial.

Por fim, os números estão ligados a posições ocupadas no terreno. É normal ligarmos o número 10 ao criativo, o 9 ao goleador, o 6 ao trinco ou o 2 ao lateral direito.
Os números ganharam uma dimensão tão grande, que na Holanda os esquemas tácticos e posições são identificadas por números, como por exemplo a posição 2, a 4 ou a 8.


Assim, e de forma sucinta percebemos que o Futebol, no fundo, e de forma indirecta gira em torno dos números
A simbologia dos números no Futebol é uma realidade.

04 janeiro 2006

Perfil de um Presidente de um clube de Futebol

Entramos em 2006 da pior forma.
O caso Moretto abalou o Futebol Nacional e mais 1 vez o Dirigismo Portugues deixa muito a desejar.
Levanta-se 1 questão pertinente.
Quem são os Presidentes dos nossos clubes, quais as suas características e quão habilitados para um posto de chefia está esta gente?
Penso assim, que é pertinente divulgar-vos um Estudo sobre o dirigismo Nacional, mais especificamente sobre as características típicas de um Presidente de um clube de Futebol Portugues.
Assim, foram feitos inquéritos a Presidentes de Clubes de Futebol de várias regiões do País, de clubes de diversos escalões…para sermos capazes de tipificar um Presidente de um clube de futebol portugues. 1652 inquéritos foram feitos:

Idade
19 a 29 anos-7 %
30 a 39 anos-21%
40 a 49 anos-34%
50 a 59 anos-22%
60 a 69 anos-9 %
70 e + anos-2 %
Ns/Nr -5 %

Grau de Ensino
4ª classe-21%
Ciclo preparatório-11%
Antigo 5º ano-16%
Antigo 7º ano-16%
12º Ano-11%
Bacherlato-7%
Licenciatura-14%
Pós-Graduação-2%
Ns/Nr-2%

Ocupação principal
Patrão-19%
Trabalhador por contra própria-14%
Trabalhador por contra de outrem-49%
Reformado-12%
Outra ocupação-5%
Ns/Nr-1%

Antiguidade na Função
Menos de 1 ano-17%
De 1 a 4 anos-43%
De 4 a 8 anos-21%
De 8 a 12 anos-8%
Mais de 12 anos-10%
Ns/Nr-1%

Função anterior
Dirigente-42%
Quadro Admnis.-16%
Sócio-11%
Atleta-4%
Quadro técnico-4%
Outro cargo-1%
Nenhum-5%
Ns/Nr-16%

Anos de pratica Desportiva
Menos de 4 anos-17%
5 a 9-23%
10 a 14-25%
15 a 19-11%
20 a 24-10%
25 a 29-5%
30 e + -6%
Ns/Nr-3%

Conclusões:
Podemos concluir que o perfil tipo do Presidente de um clube Nacional é: do sexo masculino (96%), em média tem 46 anos e a 4ª classe como nível de escolaridade mais elevado(21%). Trabalha por conta de outrem(49%), está na função até á 4 anos(43%), a sua função anterior era a de dirigente(42%)e foi antigo praticamente de futebol(57%) entre 10 e 14 anos(25%).

Conclusões pessoais:
Como facilmente se concluir, poucas mulheres chegam ao topo da piramidade directiva de um clube (estou-me a lembrar de uma excepção..Valpaços), entendo também que os Presidentes não têm sequer habilitações para ocupar uma função de tanta responsabilidade e que requer conhecimentos específicos. Ou seja, o mau dirigismo deriva bastante da falta de conhecimentos específicos quer sobre gestão quer sobre tudo o resto, dos actuais Presidentes Portugueses.
Em termos de idade, são homens de meia idade, portanto uma idade bastante propícia para se “liderar” uma “empresa” (pois o futebol é um negócio) sem perder o dinamismo. Como grande curiosidade percebe-se que os Presidentes dos clubes na sua vida extra-futebol, nem sequer ocupam lugares de chefia, o que ainda dá mais conta da sua falta de capacidade para liderar um clube apetrechado de vários funcionários e atletas, e com bastante complexidade de administração.
Conclui-se também que os Presidentes vão e vêm…e os clubes vão ficando (agora nem esta máxima se verifica..pois vários clubes estão em risco de fechar as portas). Indirectamente concluo que em 1º lugar os Presidentes não têm experiência nos cargos que ocupam (o q é mt mau) e em 2º revela indirectamente que na generalidade os seus 1ºs mandatos são tão maus, que acabam por perder o lugar para outro.
Concluo ainda que a melhor forma para se chegar á Presidência de um clube é apostar em chegar a dirigente(como 1º passo) do clube para depois almejar o topo da pirâmide. Por fim, e nesse aspecto fico feliz, uma fatia considerável dos Presidentes já praticou desporto durante vários anos e sobretudo foram praticamentes de Futebol.

Por tudo isto, se percebe o porqué do Dirigismo Portugues ser de tão baixo nível.
Os números não mentem!

26 dezembro 2005

A verdadeira essencia do Futebol (diario de observador)

Hoje vou fugir ao tema observação específica em sim, abordando um tema curioso.

A profissão –observador de Futebol , permite-me conhecer novos clubes, novas aldeias e vilas, novos estádios, novos jogadores, etc todas as semanas.
São diversas as realidades que encontro. Desde clubes com boas infra-estruturas mas com poucos adeptos, a clubes com muitos adeptos mas de freguesias pequenas, a clubes com péssimas instalações com muitos adeptos…etc.

Em todos eles encontro uma particularidade que os assemelha!
Essa particularidade é o que eu vou designar pela verdadeira essência do Futebol.

Hoje em dia, o Futebol é mais do que um desporto, mais do que uma paixão passando a ser um grande negocio. Só damos relevo aos clubes de 1ª linha, aos clubes vencedores, aos clubes que enchem páginas e páginas de jornais, esquecendo claramente o outro lado do Futebol, o verdadeiro Futebol.

O verdadeiro Futebol ainda subsiste mas só alguns lhe dão valor!
Este futebol existe nas nossas 3as divisões, distritais e futebol de formação.

E o que é o verdadeiro Futebol?
Semana após semana dou por mim a ver jogos em campos (alguns pelados) sem grandes condições, onde os adeptos são obrigados a apanhar chuva para ver jogos muitas vezes de fraca qualidade. Pagam-se 5 ou mais euros para ver espectáculos de qualidade “duvidosa” e a pergunta que devem estar a fazer é…pq é que estas pessoas se sujeitam a isso?

É simples! Estas são as pessoas que gostam de um clube única e exclusivamente por paixão. Não gostam do clube porque é grande, porque ganha ou porque é “tradição” gostar dele, mas sim porque é o clube do seu coração, é o clube da sua terra e é o clube pelo qual sofrem e fazem sacrifícios, mesmo que muitas vezes as condições e a qualidade dos jogos talvez não o justificassem.

Vou relembrar alguns epísodios:

- Estou-me a lembrar de um jogo em que a 10 minutos do fim as equipas estavam empatadas. De repente a equipa da casa marca golo e um adepto efusivamente grita:
“É o meu sobrinho!!! Ontem jogou o jogo todo pelos juniores, e hoje ta aqui como titular dos seniores e a marcar o golo. É fantástico! Mata-se a correr só para ganhar 20 euros por cada jogo que faz. Adoro este clube! Somos os maiores!”

“Vai Miúdo..tu consegues! A vitória é nossa, somos os maiores da nossa cidade…tenho orgulho em ser deste clube”

O que têm de especial estas frases?
Simplesmente a genuinidade de adeptos que sentem paixão pelos clubes das suas terras, que por eles torcem, que por eles gritam, que por eles choram!
São estes os verdadeiros adeptos!


Mas não são so os adeptos que tornam o futebol amador ou semi-profissional o verdadeiro futebol.

As particularidades destes clubes são fantásticas.
Desde constatarmos que o dono do café do clube, ou até o porteiro do clube é o próprio presidente, a constatarmos que o treinador é muitas vezes empregado (no seu dia a dia) do próprio jogador, etc.
Desde o constatarmos que alguns dos Presidentes dos clubes, o são por carolice e por gosto e não por motivos de interesse pessoal, a percebermos que algumas pessoas vivem mesmo para o clube…e durante toda a vida convivi diariamente com um exemplo vivo disso:
O tratador da relva, o roupeiro, o faz tudo, etc do clube Vilanovense é exclusivamente uma pessoa, a quem os adeptos chamam carinhosamente de Zequinha! O mais engraçado disto tudo, é que o Zequinha vive numa casa dentro do próprio Estádio. Ou seja, toda a sua vida gira em torno de um simples clube de pequena dimensão.

Todas estas curiosidades e particularidades, fazem-me sentir um cheiro diferente sempre que entro num campo de uma destas equipas.
Sinto que ali posso não encontrar qualidade, mas vou encontrar certamente a verdadeira paixão pelo futebol, e aí sim sente-se o verdadeiro poder que o futebol tem sobre as pessoas.
São estes os verdadeiros adeptos e protagonistas do Futebol, que estão no “anonimato” mas que protagonizam algumas das historias mais curiosas e apaixonantes do desporto Rei.

É este o Futebol que eu “vivo” todos os fins de semana. É esta alegria e todo este espectáculo que vou sentindo em paralelo com as observações em si.

E é por este factor que muito prazer tenho em observar este tipo de jogos tentando catapultar jovens talentos para um futuro melhor, para condições melhores..de forma a quem sabe atingir o sucesso.

A genuinidade do futebol jovem ou amador e as suas particularidades, fazem-me gostar ainda mais deste desporto que “governa a minha vida”

21 dezembro 2005

Preparação Semanal de uma equipa (Luis Castro)

Olá!

A preparação semanal de uma equipa para o jogo do “fim de semana” está longe de ser simples.
É um processo longo, com muito trabalho, com várias vertentes inter-ligadas…etc.
Mas acima de tudo, é um processo importantíssimo para o sucesso de qualquer equipa e talvez um dos factores mais importantes para o vitória domingo após domingo.
Não existe uma fórmula mágica para este processo. Compreendemos então que existem diversas maneiras de preparar a equipa para um jogo, e essas formas variam de treinador para treinador.

Aqui fica o processo de trabalho semanal ,excepto os exercícios de treino inerentes deste processo, de Luís Castro técnico principal do Penafiel:
Luís Castro considera como Factores de Rendimentos os seguintes 5:

-factor táctico(intervenção espacial com os colegas, adversários e bola)
-factor psicológico
-factor talento
-factor técnico
-factor físico
São estes os elementos essenciais a trabalhar.

Em termos de horário de treino semanal, Luís Castro opta por folgar á 2ª feira, e já na 4ª feira documentar os seus jogadores da forma como actual o adversário e das particularidades deste. Preparando desde esse dia a forma como os seus jogadores irão actuar.
De salientar ainda, que na manhã que antecede os jogos os não convocados têm treino.
Assim, podemos considerar a 4ª feira um dia importante no trabalho e preparação semanal do conjunto de Luís Castro. É trabalhado essencialmente o factor Táctico.

Após o técnico fazer as suas próprias observações “in loco” dos seus adversários e após observações de colaboradores seus é apresentado aos jogadores esquemas dinâmicos produzidos em power point e ainda pequenos excertos vídeos de alguns aspectos, que são seguintes:

-O modelo táctico adversário (onde é visto e revisto o desenho táctico a apresentar pelo adversário)
-Análise por linhas (para os jogadores terem noção de como actua cada 1 dos sectores do adversário)
-Dinâmica do adversário (onde é apresentado aos jogadores os “corredores” fortes do adversário, os corredores menos fortes, quem faz o equilíbrio defensivo … etc) quer na sua dinâmica geral quer na sua dinâmica sectorial
-Substituições tipo e inerentes alterações no esquema táctico adversário
-Caracterização dos jogadores adv.(em termos psicológicos, físicos, tácticos, etc)
-Processo ofensivo adversário onde são focados os aspectos positivos e negativos
-Processo defensivo adversário onde são focados os aspectos positivos e negativos.
-Zona de pressão do adversário
-Esquema táctico (das bolas paradas)
-Cantos a favor e contra
-Livres indirectos a favor e contra
-Golos marcados e sofridos pelo adversário através de gráficos

Por fim é mostrado aos jogadores um vídeo com não mais de 8 minutos, com situações de jogo típicas do adversário, ou com situações de jogo a explorar pela equipa.

Após o conhecimento profundo do adversário é incutido nos jogadaores a estratégia de jogo a utilizar, em que são focados os seguintes pontos:
-Como atacar
-Como defender
-Como atacar após recuperação de bola
-Como defender após perda de bola
-Esquemas tácticos (bolas paradas)

*Obviamente, parte-se do principio que já existe um modelo de jogo adoptado e trabalhado e só terão que ser alteradas as estratégias para tirar proveito de lacunas dos adversários, e ao mesmo tempo tentar proteger a equipa dos pontos mais positivos adversários.

Concluímos portanto que de 4ª feira até sábado a equipa é trabalhada fundamentalmente na forma como deve actuar no Domingo e na forma como deve “anular” o adversário.

Passamos então para outro aspecto importante da preparação de um jogo, que é o estágio. No estágio são trabalhados principalmente 2 factores de rendimento: O psicológico e o táctico.
Aqui ficam alguns pontos de como são os estágios efectuados por Luís Castro:

Local: Nunca deverá situar-se a mais de 30 minutos do local do jogo
Duração: 24 a 48 horas
Alimentação: A definição da alimentação dos jogadores fica a cargo do Dep. Médico
Reuniões: 1 reunião onde é feita uma abordagem á estratégia a aplicar
Regras: São impostas regras relativamente a horários a cumprir
Distribuição de quartos e mesas: É feita pelo treinador de forma rotativa, para criar laces de amizade entre todos. São ainda organizados passeios distribuídos por grupos de jogadores definidos pelo treinador.

Chegado o dia do jogo e já em pleno estádio é dada a palestra que visa sobretudo os factores psicológico e táctica e que segue determinados pressupostos:

Local: Estádio do jogo, como forma dos jogadores sentirem o clima
Duração: 10 minutos
Objectivos: São invocados os objectivos e é feita uma moralização aos jogadores

Por fim chegamos ao Jogo. Durante este estão presentes todos os factores de rendimento referidos no início e é para o jogo que é montado todo o processo de preparação de 1 semana. Poderíamos ainda dizer friamente que a preparação do jogo é “Avaliada” exactamente no resultado do mesmo.

Após o jogo podem ser adoptadas 2 medidas:
-No caso de derrota, tenta-se evitar que os jogadores falem do jogo no balneário, tentando-se ainda apelar á auto-estima..quase como dizendo aos atletas que um jogo é um jogo e nada mais do que isso.
No caso de vitória, trabalha-se a vertente psicológica dos jogadores de uma forma elogiosa, alegre e informal.

Por fim, temos a Conferência de imprensa:

A relação com a imprensa é vista por Luís Castro como muito importante, pois este considera que a imprensa pode ser um parceiro fundamental de um treinador e de uma equipa…pois através dela controla-se indirectamente aspectos de índole psicológica dos seus próprios atletas, dos atletas adversários e até dos adeptos.


Concluímos assim, que para além do treino em si, a semana de trabalho acarreta um processo longo, complexo e sobretudo de grande importância.
Fica assim o exemplo da preparação de Luís Castro, um dos maiores promissores técnicos Portugueses.

12 dezembro 2005

Perspectiva Dualista da Organização de Jogo

O Jogo de Futebol está dividido em 2 processos distintos, indissociaveis, embora estes sejam logicamente opostos, complementam-se mutuamente.
Os 2s processos são: o processo atacante e o processo defensivo....que por sua vez estão inteiramente dependentes da posse da bola ou não, por parte de uma equipa.

Considera-se assim, que o conteudo tactico-tecnico de jogo desenvolve-se num quadro antagónico de 2 fases fundamentais (ataque e defesa), conteudo esse que se manifesta individualmente e colectivamente.
Assim sendo, todo o elemento de jogo tem como um dos seus objectivos fundamentais e base..romper o equilíbrio que teoricamente existe, criando vantagens que lhes assegurem o sucesso.
No entanto, para atingir estes objectivos foi necessário criar procedimentos técnicos específicos e formas de os utilizar, os quais estiveram na origem da organização e estruturação táctica de uma equipa...no Futebol.

O processo ofensivo tem em si uma acção positiva, pois só este possibilita a conclusão lógica do jogo-o golo.
É claramente para esse objectivo (salvos excepções que derivam de condicionalismos que nascem em cada partida) que ambas as equipas, aquando da posse de bola, direccionam as suas acções.

O Processo defensivo contém(antagónicamente ao processo anterior) em si uma acção negativa, pois a equipa não puderá concretizar o objectivo do jogo(golo)..enquanto estiver em plena acção defensiva.
Assim este processo deverá ser encarado como uma forma de recurso, sendo logo abandonado assim que se recupere a posse de bola passando-se posteriormente a um processo ofensivo, mas sem esquecer o equilibrio defensivo..mesmo neste processo.
Quando o papel defensivo desempenha o seu papel(a recuperação de bola) passa-se rapidamente ao ataque, passo esse que constitui o momento mais brilhante do processo defensivo (embora possa parecer paradoxal).

Assim, conclui-se que as probabilidades da acção ofensiva culminarem em finalização, dependem em grande medida das circunstancias em que ,através do processo defensivo, ocorre a recuperação de bola.

Constamos pois a relação inseparável e completamentar dos 2 processos base de jogo!

09 dezembro 2005

O meu amigo Mike!



O Meu amigo Mike!
Pois é, hoje vou deixar as especificidades do Futebol de lado, pois a vida também é feita de outras coisas, e vou-vos falar de alguém que conheci através do Futebol ,entre amigos, e alguém que através do Futebol é “mais” feliz….esse alguém é o grande Mike!

Nem todos somos bafejados pela “perfeição” da mãe Natureza. Nem todos temos a sorte de nascer com todas as nossas plenas capacidades.
O Mike é um desses exemplo, é um rapaz que, sem puder escolher, nasceu infelizmente com uma deficiência e que precisa de um tratamento especial e sobretudo de uma atenção especial.

Como tantos outros na mesma situação que ele, poderia ser um rapaz introvertido e poderia cair no erro consciente ou inconsciente de se auto excluir da vida em sociedade. Vivemos numa sociedade de preconceitos, e por vezes o caminho mais fácil é mesmo auto excluir-mo-nos de forma a não ouvirmos comentários ou não termos que nos deparar com olhares indiscretos.
No entanto, existem aqueles que mesmo sabendo das suas limitações e dos seus problemas, não se deixam abater, conformam-se com aquilo que têm e encaram a vida com um sorriso nos lábios e até mesmo com uma vontade de viver mais forte que a maioria das pessoas.(a frase: quero curtir a vida enquanto tenho saúde….marcou-me muito)

É o caso do meu amigo Mike!
Conheci-o através das Futeboladas. Passo a explicar, as Futeboladas são basicamente um jogo de Futebol semanalmente que faço com mais 12 outras pessoas (num grupo que já vai em mais de 20 pessoas), que na maioria dos casos não se conheciam de lado nenhum, mas que hoje em dia estão/estamos..já unidos por laços de companheirismo e amizade. Conclusão..as Futeboladas é algo que inconscientemente faz parte da minha vida, e mesmo estando lesionado no Joelho…não abdico de dar o meu contributo.
Voltando ao tema, as Futeboladas têm uma Presidente, pois é ele quem organiza e coordenado os nossos jogos, o nosso site…etc.
O Presidente chama-se Nuno Costa, um rapaz organizado, responsável e que demonstra também uma veia Humanista muito grande, quer na relação connosco (colegas de Futebol) quer com o gesto de trazer para os nosso jogos, alguém a quem poderíamos apelidar num bom sentido de “mascote”—o Mike. Alguém ainda, que desempenha um papel diria “paternal” na vida do nosso caro amigo, e que no meu ver…é um exemplo a seguir pelo grande Mike(dir-vos-ia ainda que este carinho e atenção que o Nuno Costa tem pelo Mike…é um tremendo acto de bondade e carácter).

O Mike é alguém que mesmo impossibilitado, na maioria das vezes(mas não sempre), de puder integrar os nossos jogos, marca presença assídua no pavilhão, tem uma relação de amizade com todos nós e vive intensamente os nossos jogos, os nosso comentários, as nossas piadas….etc. Mesmo sem jogar, é um de nós!
Não sei porque razão, desde que o conheci criei logo uma empatia grande com o Mike. Talvez, pelo seu espírito afável e simpático. Talvez pela preocupação que demonstra comigo, etc.

Aos poucos fui tentando perceber a vida dele, a forma como ela a encara e se é uma pessoa feliz ou não.
A verdade é que parti do pressuposto que este jovem talvez não fosse uma pessoa feliz, e talvez a sua deficiência o limitasse. Enganei-me!
O Mike é uma lição de vida para todos nós!

É um rapaz quase independente, ou seja, mercê da sua deficiência não ser profunda, e sobretudo mercê da sua alegria de viver …leva uma vida “quase” normal.
Trabalha na Junta de Freguesia de Oliveira do Douro, o que demonstra que não se acomodou atrás de uma infelicidade da vida.
É um rapaz bem formado. Distingue o certo do errado, sabe que a honestidade é um valor muito importante, e isso torna-se especial e genuíno.
E o que mais me impressiona é o valor que este jovem dá á amizade, algo que hoje em dia a sociedade tende a desvalorizar.
Senti-me na tentação de lhe perguntar o que mais gosta de fazer na vida (pensei ..que pela sua paixão pelo futebol, me iria falar no mesmo..mas mais 1 vez estava enganado)..respondeu-me que aquilo que mais gosta é de conviver, é de estar com os amigos e com os colegas, e logo aí me apercebi que o simples gesto de o levarmos ao nosso jantar de Natal (anualmente), de fazermos questão da sua presença nos nossos jogos, etc, é sem duvida…uma alegria na vida daquele rapaz. Percebi, que o que o move, nesta vida “diferente” é sem duvida as amizades e o facto de conviver com outras pessoas…o que demonstra personalidade e valores.
Como tantos outros, poderia entrar pelo caminho fácil do isolamento, mas deixou para trás o problema que tem e encara a vida de frente e sem preoconceito. É feliz!!!

Mas como estamos, num site de Futebol e ainda não falei muito do mesmo, posso-vos dizer também que o Futebol é um ícon importante na vida do Mike.

O Mike é orgulhosamente jogador do FC Porto. Sente o clube como adepto e jogador, e raramente falha um jogo ao vivo no Dragão…ou até nas deslocações fora. E aqui entra também algo de positivo da claque Portista. Costuma-se falar dos aspectos negativos da claque e da violência que esta pode ser sinonimo. Mas penso, que deveremos falar também nos seus aspectos positivos.
A claque Portista adoptou o Mike como um dos seus, cedendo-lhe bilhetes de jogos e até fazendo-o acompanhar o Porto nas deslocações fora, e isso tenho que louvar e tirar o meu chapéu, pois são esses momentos que fazem o Mike feliz.

Mas nem só a claque demonstra solidariedade.
O Mike vive numa família típica portuguesa, com as suas debilidades financeiras…e para alguém que precisa de medicamentos regularmente e até de uma ou outra intervenção cirúrgica torna-se complicado. Principalmente numa família que conta com mais 5 irmãos.

Aqui entra a solidariedade dos jogadores. Também os jogadores do Porto, contribuem para que a vida do Mike seja mais feliz.
O ex-jogador Jaime Magalhães foi alguém importante, na ajuda financeira..para que o Mike pudesse ser tratado.
Mas porque a solidariedade não se concede apenas e só através de dinheiro, percebi que o Porto enquanto pessoas com valores…desempenha um papel importante..para o rapaz.

Desde o Reinaldo Teles ter-lhe oferecido um equipamento completo do Porto (que o encheu de alegria), ao médico do FC Porto ter levado o Mike para treinos do Porto, onde conviveu com os jogadores que o receberam de braços abertos e sempre com uma palavra amiga. Desde lhe oferecerem..simples luvas , meias, camisolas de treino que fez as delícias do rapaz, até lhe prestarem a devida atenção e lhe terem proporcionado um dia, que pelas suas palavras..se percebe que foi um dia de sonho!

A verdade é que o Futebol não pode ser apenas encarado como um simples jogo e uma maquina de fazer dinheiro. Dirigentes e atletas devem ter a preocupação diária de participar em eventos de solidariedade como forma de atenuar os problemas de milhares de crianças e até adultos…muitas vezes conseguindo-o através de uma simples palavra amiga, de um sorriso…etc
O Futebol move massas, e com esse poder…deve também canalizar forças…para solidariedade…e para melhorar a vida (nem que seja por breves segundos) daqueles quem por este ou aquele motivo tem problemas mais sérios e graves.


Moral desta história, o Mike não escolheu certamente ter uma limitação física, mas interiorizou que poderia ter uma vida normal e feliz.
Não se deixou abater, não entrou em preconceitos nem isolamentos.
Leva a sua vida de uma maneira alegre, tem o seu trabalho, pratica o seu desporto…e dá um valor tremendo ás amizades.
O Futebol é um ícon chave na sua vida. É uma das suas paixões, pratica-o com convicção e é através do mesmo…que vai obtendo algumas das maiores alegrias da sua vida, fruto da preocupação e dos inúmeros gestos nobres dos jogadores do FC Porto..para com ele, e também através da amizade..que eu e os meus companheiros de bola(os anonimos) criamos com ele, não dispensando a sua presença no nosso seio..porque volto a frisar..ele é um de nós! É parte integrante do nosso grupo.

Para mim o Mike é uma grande lição de vida!
E se ele um dia ler isto…só lhe desejo toda a sorte do Mundo, e deixo claro que puderá contar sempre comigo.
Abraço para o grande Mike…o meu amigo!

28 novembro 2005

Criação de um subsistema cultural no Clube

O clube deve criar um subsistema cultura interno, de forma a mais facilmente conseguir os seus objectivos.
Assim, o primeiro passo para harmonizar um clube é necessariamente dota-lo de alicerces fortes que se devem focar em alguns aspectos tais como:

O clube enquanto Instituição deve ter sempre ciente as suas tradições e a sua história, defendendo-a sempre que possível e apostando na sua continuação, de forma a criar uma identidade própria. Esta identidade deve ser incutida logo nos escalões jovens do clube, como forma de criar uma mística própria e para que as tradições possam perdurar geração após geração..criando-se uma espécie de passagem de testemunho entre os vários elementos do clube que se vão regenerando ciclo após ciclo.
No entanto, e apesar desta necessidade de criar uma identidade próprio, o clube não pode afastar o desenvolvimento e a modernidade, caindo no facilitismo de uma estagnação que lhe cortará as bases para o futuro. Deve sim, compatibilizar a tradição com a evolução, de forma a conseguir sempre evoluir e acompanhar o desenvolvimento sistémico existente no futebol…sem contudo perder identidade e mística.

Da instituição espera-se ainda a capacidade de criar sinergias positivas entre todos os elementos constituintes do clube (dirigentes, técnicos, jogadores, funcionários.. etc), como forma de estabelecer em cada um destes elementos a sua função dentro do próprio clube, para fomentar o trabalho individual direccionado para o grupo, criando algo mais do que o todo (a soma das partes dá algo mais do que o todo).
No entanto deve haver o objectivo de que as sinergias promovam a união e coesão do grupo para que este saia fortalecido.
Para que o grupo trabalhe bem, devem ser estabelecidos á priori valores e objectivos colectivos, criando-se para o efeito também, um conjunto de normas internas que irão permitir um melhor funcionamento grupal.

Compreenda-se por isso, que estas sinergias serão muito importantes pois desencadeiam indirectamente uma modelagem de atitudes e comportamentos dos elementos, para que estes subordinem os seus interesses individuais aos interesses colectivos, saindo como beneficiado o Clube.

Concluímos portanto que a criação de um subsistema cultural pode ser muito importante, mas este subsistema não é criado apenas e só pelo clube…assim num próximo post falarei nesta criação de um subsistema cultural ..pela perspectiva do treinador.

13 novembro 2005

Futebol! Organização e Dinâmica

O futebol é , numa definição arcaica , um desporto colectivo que agrupa 22 intervenientes em 2 grupos (equipas) , e em que se estabelece , entre estas 2 equipas , uma relação de rivalidade desportiva tendo em vista a obtenção de vitória sobre o adversário.
No entanto, o jogo do Futebol é na sua essência bem mais complexo que isso , e encontra-se numa mutação constante que provoca uma evolução natural.
Esta mutação e evolução , leva ao estabelecimento e criação de várias teorias sobre o mesmo , que se vão sendo actualizadas e alteradas por outras mais recentes tornando-se num fenómeno dinâmico e contínuo.

No entanto todas estas teorias devem ter em conta 3 factores.
A compreensão do jogo deve partir da lógica, da hipoteticidade (porque não há certezas de tudo) e da dedução.
Sendo o fenómeno com “vida própria” e que se vai renovando a si mesmo , só podemos considerar que há desenvolvimento no mesmo se a taxa de aprendizagem for superior á taxa de mudança , isto é , quando a nossa capacidade de compreender for maior que a velocidade com que as coisas mudam.

O fenómeno colectivo que este jogo representa , a recorrência á ciência para o inovar e o constante desenvolvimento do mesmo leva-nos a concluir que “Se o êxito ou inexito individual ou colectivo, está exclusivamente nas mãos do acaso , o mérito e por consequência a responsabilidade do jogador que actua , parece estar fora de causa” , daí cada vez mais, tornar –se inconcebível falar-se na sorte e no acaso , pois a constante mecanização , dinamização e organização dos processos individuais e colectivos , reduzem a componente sorte ou azar , embora estas prevaleçam na realidade do Futebol , até determinado ponto.

A evolução contínua do Futebol leva-nos a determinar algumas das mais marcantes mudanças no mesmo.
Assim , a mudança mais marcante que se distingue no desenvolvimento do Futebol no Mundo , é sem dúvida , a aplicação da ciência (como já foi referido) aos seus problemas , e também a utilização de uma tecnologia cada vez mais aperfeiçoada , sempre apoiada em dados científicos , que nos permite estabelecer um “código de leitura” da realidade do jogo.

Tudo isto implica uma mudança na mentalidade daqueles que preferem resistir á evolução do futebol e a aplicação da tecnologia e ciência no mesmo ( estes defendem que o futebol é um fenómeno estático , e que tudo no futebol já foi inventado …não havendo nada mais para mudar ou melhorar).
Torna-se pois necessário a abertura da mentalidade , de todos aqueles que se dedicam ao Futebol , a uma aprendizagem permanente ---Isto irá reflectir-se numa dinamização de mentalidades no Futebol.

A citada dinamização de mentalidades que interage com as , também já citadas , ciência e tecnologia , leva a uma evolução do jogo , o que nos leva claramente a concluir (como foi explicado anteriormente) que o Futebol não é algo estático , mas sim que a evolução deste é uma evolução contínua e sistémica.
Sistémica , pois as diferentes componentes do Futebol estão interligadas e são portanto inter dependentes. (ex: a alteração de uma lei de jogo , implica repercussões em termos tácticos , o que pode implicar maior ou menor esforço dos jogadores , etc , etc).

A evolução sistémica deve ser estudada , no imediato , através de 4 diferentes abordagens ao jogo , ao Futebol:
1-Abordagem regulamentar: refere-se ás leis do jogo que determinam o sentido e o espírito do jogo.
2-Abordagem psicossocial: refere-se a 2 grupos diferentes (as 2 equipas) com objectivos claramente antagónicos acabando por se criar uma espécie de campo de forças entre estas , que tende a manter-se em equilíbrio.
3-Abordagem técnica
4-Abordagem táctica

Estas abordagens estabelecem uma base de compreensão do jogo e complementam-se umas ás outras , no entanto , não abordam a “panorâmica” total do jogo.
Entra aqui a componente cooperação , pois sendo o Futebol um desporto colectivo , a congregação dos diferentes intervenientes no sentido de cumprimento de objectivos colectivos , torna-se indispensável ao sucesso (a soma das partes vai dar a algo mais que o todo …acabando-se por atingir ao sucesso).
Toda esta conjuntura leva-nos a uma organização dinâmica do Futebol que vai assentar em 6 vertentes fundamentais (cultural , estrutural , metodológica , relacional , táctico-tecnica e estratégico-tactica) , cujo funcionamento só é possível se todas estiverem interligadas.

Podemos assim analisar o jogo do Futebol como uma entidade organizada (todo) , em que as partes (elementos) , embora distinguíveis , são interdependentes e organizados num campo total segundo certas leis.
Assim, os elementos (partes) apresentam certas características produzidas pelo facto de pertencerem ao todo , e este tem algumas características que não pertencem a nenhum dos elementos estudados , resultando assim , da articulação interna dos diferentes elementos que se mantêm funcionalmente interdependentes.

Com este efeito , o jogo do Futebol representa uma unidade estrutural que no seu conjunto não pode ser reconhecido somente pela análise das partes.

“O todo é sempre maior que a soma das partes”


Finalizando , chegamos á conclusão que no Futebol não há um simples método infalível ou melhor em todas as condições , para atingir os objectivos.
Estes podem ser alcançados através de diferentes factores e diversas actividades internas.

Esta multiplicidade de factores e estratégias que levam ou não ao sucesso , concedem ao Futebol toda uma complexidade , que o torna excitante , viciante e interessante , e que leva em ultima análise á sua evolução sistémica , devido em parte á constante busca de novas soluções para atingir o sucesso e supremacia que nos guiam ao objectivo final…a vitória!