22 novembro 2006

Futebol de formação - revisão da semana

Campeonato Nacional de Juniores A

Não se disputaram jogos deste campeonato, devido á disputa da fase zonal do Torneio Inter-Associações de sub18.

Campeonato Nacional de Juniores B

Serie A

O Braga continua em 1º lugar e invicto batendo o Varzim em casa por 2-1. Guimarães e Penafiel seguem em 2º e 3º respectivamente.
A equipa penafidelense subiu assim na tabela, após um empate a 0 bolas fora de casa e aproveitando a derrota do Padroense na cidade berço.

Serie B

O Porto continua líder depois de uma difícil vitoria por 2-1 na Figueira da Foz frente á Naval.
O Boavista segue em 2º após vitoria sobre a Sanjoanense e o Leixões conseguiu uma importante vitória sobre o Feirense fora de casa.
Começam a ficar definidas as três equipas que seguem em frente, pois a distância do 3º para o 4º classificados é já de 4 pontos.

Serie C

Nesta série os dois primeiros, Sporting e Benfica (separados por 2 pontos) tiveram vitorias faceis. O Sporting venceu no CADE por 2-0 e o Benfica recebeu e venceu por 16-0 o DC Branco.
O 3º, o Alverca, perdeu em casa frente ao Estrela e tem agora colado a si o Belenenses.

Serie D

Louletano e Farense continuam a repartir a liderança após ambas as equipas registarem empate.
O Setubal que é 3º conseguiu assim um importante empate em casa de um dos líderes.


Projecto Visão 611

Este é o nome que apadrinha o projecto que procura fazer do FC Porto o melhor na formação, assegurando dessa forte a principal fonte de talento do clube.
É um projecto de 5 anos (altura em que será avaliado), e passa essencialmente por uma profissionalização e reestruturação de todo o departamento assim como a construção de um centro de estágio para os escalões de formação do clube.
Assim numa visão vertical encontramos 2 “blocos”: um englobando tecnicos e atletas e outro que aglutina diversos departamentos de apoio, comuns a todos os escalões, definindo os planos desportivo e pedagogico como fundações de dois núcleos imprescindíveis e intercomunicantes.

O lema é formar “jogadores á Porto” e para tal foi feita uma reestruturação futebolistica em 3 níveis: FC Porto; clube satelite e parcerias e ainda o Tourizense..a equipa C (onde o Porto apenas se fará representar por um técnico dos seus quadros ..e na qual rodarão jogadores sub19).

Em relação aos Departamentos transversais, comuns a todos os escalões, e que funcionarão como apoio ás equipas, podemos falar do departamento de capacidades individuais, Departamento Médico, Planeamento, Guarda-redes, Apoio ás familias, Comunicação, Pedagógico e finalmente o Scouting.
Neste ultimo os trabalhos de prospecção obedecerão a 4 fases crescentes de observação e análise: Scout local, Scout Master, Scout residente e treinador. Dos sub-15 á equipa principal, o departamento de scouting será responsável por formar um onze (um jogador por posição) para cada formação. Serão as chamadas equipas sombra, a queo Porto recorrerá sempre que pretender sondar o mercado.


Foi também criado o cargo de Tem Manager.
Cada uma das formações do quadro futebolistico portista terá um team manager que assegurará a ligação entre a equipa e os departamentos transversais.

Por outro lado, salienta-se a contratação do ex técnico do Penafiel Luis Castro, como novo Director de Formação. Será ele o rosto visível deste projecto.

A mística também foi um factor de peso na elaboração deste projecto, e como tal algumas figuras do clube integram-no: Paulinho Santos, Frasco, João Pinto, Rui Barros, Rolando, Freitas, Bandeirinha, Lima Pereira e André.



No fundo, fica a apresentação em traços gerais de mais um bom projecto de formação, onde teremos como grande beneficiado o Futebol Portugues.
Depois de Sporting (ja á algum tempo) e o Benfica..com o seu Projecto Geração Benfica (2 anos), temos o Porto a consciencializar-se da importancia da aposta na formação..para um futuro risonho.


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Abraço

19 novembro 2006

Futebol de formação - revisão da semana

Campeonato de Juniores A

Zona Norte

Na zona norte verificaram-se algumas surpresas.
O FC Porto averbou a sua segunda derrota na temporada ao perder na sua deslocação a Matosinhas, para defrontar o Leixões. O resultado é injusto, mas o Porto só pode queixar-se de si mesmo.
Quem aproveitou da melhor maneira foi o Boavista que recebeu e venceu o Leiria estando agora a 2 pontos do FC Porto, mas com menos um jogo. Os Axadrezados têm registado uma recuperação fantástica.
Em 3º segue a Academica que folgou esta semana. E em 4º está o Vitoria de Guimarães que venceu o seu grande rival o Sporting de Braga.

Resultados de destaque:
Leixões 1-0 FC Porto
Boavista 2-1 U. Leiria
Vitoria Guimarães 1-0 SC Braga
Varzim 2-2 Candal

Zona Sul

Na Zona Sul a grande surpresa vai para a goleada imposta pelo Louletano ao 2º classificado, o Estrela da Amadora.
Sporting, Belenenses e Benfica venceram, e se o 1º posto é completamente dominado pelos leões, a luta pelo 2º lugar de acesso á fase final está ao rubro.
Na cauda da tabela, o Portimonense teima em não vencer qualquer jogo.

Resultados de destaque:
Sporting 6-1 Alverca
U. Madeira 0-2 Benfica
Louletano 3-0 Estrela Amadora
Belenenses 2-0 Oeiras


Campeonato de Juniores B

Serie A

Nesta serie não se registaram qualquer tipo de surpresas pois os primeiros 3 classificados venceram os seus jogos.
O Braga segue com 20 pontos, com Guimarães e Padroense com 17.

Serie B

Neste série o Porto venceu por 14-0 e lidera isolado aproveitando o empate caseiro do Boavista a 2 bolas com o Feirense.
Também o Leixões, 3º classificado, empatou, desta feita no campo da Academica a 0 bolas.

Serie C

O Sporting empatou surpreendentemente ,em casa, contra o 3º classificado ,o Alverca, a 2 bolas.
Desta forma o Benfica, 2º classificado, aproveitou e está agora a 2 pontos do Sporting, depois de vencer na Pontinha a equipa local por 3-0

Serie D

Neste série os 2 primeiros classificados venceram, Louletano e Farense.
O Setubal, que segue em 3º, empatou empatou em casa com o Vasco da Gama.


Selecções

As selecções Nacionais de Sub17, Sub18 e Sub19 anunciaram as suas convocatórias para estágios de preparação, que têm como objectivo a observação de novos atletas.
Aqui ficam os eleitos:



Sub17
Boavista FC: João Reis e Rui Almeida; Clube Atlético e Cultural: Filipe e Gelson; Clube Atlético de Madrid: Fábio Futre;Clube Futebol União: Emanuel Agrela;FC Penafiel: Ricardo; FC Porto: Figueiredo e Jesué; FC Sochaux Bruno Paiva;Olympique Lyonnais: Anthony Lopes; SC Beira-Mar: Gonçalo Pinhal;SC BragaDaniel Coelho, Edu e José Pedro; SL Benfica Diogo Freire e Caetano; Sporting CP: Bruno Simões e Diogo Viana;UD Leiria: Cepeda e Juvenal; Vitória FC de Setúbal: Filipe Brigues, Pedro Cardoso e Moisés; Vitória SC de Guimarães: Henrique Dinis, Pedro Gonçalo e Vítor.

Sub18
Académica: Eduardo Simões e Pedro Galvão;Belenenses: Filipe Godinho;Benfica: André Carvalhas, Miguel Vítor, Romeu Ribeiro e Ruben Lima;Boavista: Pedro Moreira, Raul Babo e Ricardo Neves;Candal: Valter Fernandes;FC Porto: André Pinto, António Graça, Marco Aurélio e Tiago Cintra;Rio Ave: Fábio Faria;Sp. Braga:Stélvio Cruz;Sporting: Martins, Adrien Silva, Bruno Matias, Rui Figueiredo, Rui Lopes, Tiago Pedrosa e VivaldoStuttgarter Kickers: Luís Rodrigues;U. Lamas: Filipe Melo;Vier – U Marschlande: Philip Inácio;V. Guimarães: Raviola.

Sub19
Académica: João Traquina;Belenenses: Carlos Alves, Marco Pinto e Tiago Figueiredo;Benfica: João Ferreira e Nuno Ferreira;Boavista: Diogo Oliveira, Ivan Santos e Pedro Trigueira;Casa Pia: Pedro Santos;CF União : Ricardo Oliveira;FC Porto: André Monteiro, André Santos, Bura, Candeias e Monteiro;Fulham: Lino Gonçalves;Sporting: Carriço, Fábio Paim, João Gonçalves, João Martins e Tiago Pinto;Sp. Braga: Filipe Pinto;U. Leiria: Nelson Pereira;V. Guimarães: Capucho;V. Setúbal: Luis Portela.


Obviamente que muitos dos grandes nomes destas selecções não foram chamados, contudo fica uma ideia de outros talentos que podem vir a ingressar de forma mais regular nos trabalhos das selecções.


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Até para a semana!

09 novembro 2006

Futebol de formação - revisão da semana

Campeonato Nacional de Juniores A


Zona Norte

Jogou-se a decima jornada do campeonato Nacional e na frente não há novidades, mesmo apesar de um grande embate que se registou no sábado.

O Porto deslocou-se a Coimbra para defrontar o 2º classificado, a Academica.
Nos estudantes o treinador Rui Silva depositava as suas esperanças no talentoso Hugo Seco e na qualidade defensiva de Kay, ao passo que no Porto registavam-se algumas mexidas. Hugo Ventura regressou á baliza após lesão, e Candeias apareceu como titular na frente de ataque.
Os de Coimbra entraram melhor, mas a “experiencia” dos jogadores do FC Porto fez a diferença e os golos de Ukra e do inevitável Rui Pedro selaram o resultado final. Nota para a expulsão do treinador Portista Ilídio Vale.

Nos restantes encontros salienta-se também a vitória caseira do Candal sobre o Vitoria de Guimarães, com o ponta de lança Tiago a denotar grande qualidade, e ainda as vitorias do Feirense em casa e a goleada imposta pelo Boavista ao Rio Ave fora.

O Porto segue na frente com 25 pontos, seguido pela Academica com 21 e do Boavista com 20 e menos 1 jogo.

Resultados mais importantes:
Academica 0-2 FC Porto
Feirense 3-0 Leixões
Candal 2-1 Guimarães
Rio Ave 1-4 Boavista


Zona Sul

Na zona sul a situação do Setubal complica-se. Receberam o Sporting em casa, mas foram inapelavelmente batidos por 5-0. Ricardo Nogueira foi o homem da partida com 2 golos, ficando os outros tentos a cargo de Tiago Pinto (filho de JVP), André Cacito e Bruno Matias.
O Estrela da Amadora bateu em casa o Pescadores por 1-0, e conserva o 2º lugar aumentando até a vantagem sobre o 3º, pois o Belenenses cedeu um empate a um golo no campo do Real.
O Benfica, apesar da vitoria caseira por 4-1 frente ao Casa Pia continua com tarefa complicada, pois são 5 os pontos que os separam do 2º lugar de acesso á fase final.

Assim, na frente o Sporting lidera com 28 pontos, Estrela 26 e Belenenses e Benfica com 21.



Campeonato Nacional de Juniores B

Seria A

Nesta série o Braga continua a impor o seu domínio batendo sem apelo nem agrado o Cerveira por 6-0. Na 2ª posição segue o Guimarães que recebeu o Penafiel e venceu por 3-1. De referir ainda que o 3º classificado, o Padroense, viu o seu jogo adiado.

Serie B

Na serie B, Porto e Boavista seguem na frente com 16 pontos. O Porto empatou no campo da União de Coimbra a um golo, beneficiando de um golo na própria, ao passo que o Boavista deslocou-se á Figueira da Foz batendo a Naval por 4-2.
O 3º, o Leixões, bateu o Pasteleira por 4-2.

Serie C

O Sporting segue invicto na frente com 19 pontos.Neste domingo bateram o Belenenses no restelo por 3-0. O Alverca venceu em casa o Odivelas por 3-1 e está no segundo posto. Em 3º está o Benfica, que recebeu e venceu a União de Leiria por 1-0.

Serie D

Nesta série o Setubal segue na liderança depois de se deslocar a Sesimbra vencendo os locais.
O grande destaque da jornada vai para o embate entre Farense (2º classificado) e Portimonense, que terminou com a vitória dos da casa por 2-1. Por ultimo, o Louletano venceu em casa por 7-0 os Elvenses.


Nota: Qualificam-se 3 equipas em casa serie.


Selecções Nacionais


A selecção Nacional de sub16 não terá vindo feliz de Vale Marne.
Depois da derrota por 3-1 contra a Suiça, registaram um empate contra a Italia, num jogo em que dominaram.
No terceiro e ultimo jogo, os portugueses foram batidos por 5-0 frente á França, quedando-se assim no ultimo posto da competição. O ceptro de Vale Marne foi conquistado pelos Helvéticos.
Aqui fica o onze titular frente á França:

PORTUGAL: Ruben Luís (João Guerra, 76’), Tiago Gomes, Nuno Reis (cap.), Filipe Paiva (Fábio Costa, 54’), Pedro Branco, Ricardo Dias (Baptista, 58’), Cédric Soares, Filipe Espincho (Mário Rui, 32’), Nelson Oliveira (Alexandre Freitas, 40’), Diogo Ribeiro e Rui Caetano (Vítor Alves, 54’).
Suplentes não utilizados: Nuno Soares.
Treinador: Paulo Sousa.
Golos: Nada a assinalar.
Disciplina: cartão amarelo exibido a Ricardo Dias (47’).


Até para a semana!
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04 novembro 2006

Rubrica Olheiro - Revista Futebolista

Olá a todos,

É com muito gosto que venho anunciar que a minha participação na revista Futebolista é já oficial.
Depois da escolha do timing ideal, já está nas bancas a edição de Novembro onde eu retrato ,em duas páginas algumas jovens promessas nacionais e estrangeiras.
Para além das promessas terei também presente em todas as edições da rubrica “Olheiro” um texto de opinião onde divagarei sobre assuntos que me parecem relevantes, claro está, todos eles ligados ao Futebol de Formação.

É sem dúvida uma experiência enriquecedora para mim e um concretizar de um “objectivo” de criança, que passava por escrever para um órgão de comunicação especializado em Futebol.
A verdade é que existe uma lacuna de informação enorme, em tudo aquilo que ao Futebol de formação se refere, portanto esta rubrica surge como forma de tentar preencher esse vazio.


A todos os leitores da revista e da minha rubrica, foi disponibilizado o e-mail: redaccao.futebolista@grupov.com , para onde vos peço que enviem elogios, críticas, sugestões, ou propostas de futebolistas a retratar. No caso da proposta de futebolistas, não se esqueçam que devem enviar as propostas com uma foto do atleta em questão e se possível com um vídeo.
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É extremamente importante o vosso feedback, como forma de tentar melhorar o formato da rubrica para que se aproxime do vosso gosto e para que na revista sintam a importância de algo referente ao Futebol de formação, e lhe concedam cada vez mais espaço.Como tal, peço a participação de todos. Desde já agradeço.
Apoiem o Futebol de Formação!!!

02 novembro 2006

Futebol de formação - revisão da semana 2

Campeonato Nacional de Juniores A

Disputaram-se duas jornadas do Campeonato Nacional de Juniores (dia 28 de Outubro e dia 1 de Novembro)

Zona Norte

Na zona Norte não ha novidades no topo da tabela classificativa.
O FC Porto deslocou-se no passado sábado ao Complexo Desportivo Rei Ramiro, tendo vencido o até então 2º classificado por 2-1, num jogo sem brilho, onde se destaca apenas mais uma boa exibição de Rui Pedro. Já na 4ª feira passada, num resultado surpreendente o Braga conseguiu um empate na deslocação ao Centro de Estágio de Crestuma/Lever a 1 bola, contra um FC Porto que continua no topo da tabela classificativa, mas teima em não demonstrar qualidade suficiente para sonhar com o título nacional.
Destaca-se ainda a boa forma de Academica e Boavista, 2º e 3º classificados, que estão numa maré de resultados positivos. O Boavista afigura-se mesmo como o segundo grande candidato a uma qualificação para a fase final.
Rio Ave e Feirense continuam a desiludir e estão já em disputa directa por um lugar que lhes permita a permanência.

Resultados mais importantes:
Leixões 1-4 Academica
FC Porto 1-1 Braga
Boavista 4-0 Infesta
Penafiel 1-0 Rio Ave

Zona Sul

Na zona Sul, o Sporting continua imparável, registando 8 vitórias e 1 empate.
Contudo, a grande surpresa, o Estrela de Amadora, não descola e continua somente a dois pontos do líder, conseguindo na passada 4ª feira uma excelente vitória no campo do União da Madeira por 2-1.
Belenenses e Benfica disputaram o jogo grande da dupla jornada, registando-se um empate a 1 bola, com o Benfica a cair para o 5º posto, pagando a factura por ter uma equipa quase toda ela composta por elementos sub18. Vida difícil para os encarnados, sobre os quais recai o fantasma de poder ser o 2º ano consecutivo fora da fase final.
No fundo da tabela Alverca e sobretudo o Setubal, continuam a desiludir.

Resultados mais importantes:
U. Madeira 1-2 Estrela Amadora
Belenenses 1-1 Benfica
Alverca 1-4 Real
Sporting 3-0 Oeiras

Campeonato Nacional de Juniores B

Não se disputou qualquer jornada.


Seleccões Nacionais

A selecção Nacional de sub17 terminou a sua participação no Torneio Internacional da Belgica, prestação essa pouco honrosa.
Depois de um empate frente á Belgica e outro frente á Inglaterra, a selecção lusa despediu-se do território belga com uma derrota contra os rivais espanhois por 3-1.
Aqui fica o onze portugues que actuou frente á Espanha:

PORTUGAL: Rui Nunes, Pedro Eugénio, Pedro Mendes, Vítor Borges, Michael Santos, Leandro Pimenta (Vítor Pacheco, 59’), Gelson Santos, Diogo Rosado, Wilson Eduardo, Evandro Brandão (Rui Fonte, 68’) e José Alves.

Relembramos que nesta equipa actuam alguns atletas que já militam em grandes clubes europeus: Rui Fonte no Arsenal, Evandro Brandão que se transferiu do Walsall para o Man Utd, e José Alves (Coelho) que actua no Inter de Milão.

Por sua vez, a selecção nacional portuguesa de sub16, orientada por Paulo Sousa, perdeu na estreia do Torneio de Vale Marne por 3-1 contra a Suiça.
Aqui fica a forma como Portugal actuou:


PORTUGAL: João Guerra (SL Marinha); Tiago Gomes (SC Braga), Fábio Costa (Boavista FC), Nuno Reis – CAP (Sporting CP), Mário Rui (Sporting CP); Nelson Oliveira (SL Benfica), depois [52’] Rui Caetano (Padroense FC), Diogo Ribeiro (Sporting CP), Nuno Soares (Boavista FC), Alexandre Freitas (FC Porto), Baptista (ADR Pasteleira), depois [52’] Ricardo Dias (Padroense FC) e Filipe Espincho (Padroense FC), depois [52’] Pedro Branco (Padroense FC).

Análise da semana

O Boavista apresenta-se num 4-4-2 clássico, bastante versátil.
Numa defesa de quatro elementos, salienta-se a veia ofensiva do lateral direito Ivan e a qualidade do capitão de equipa, capaz de subir no terreno como forma de criar superioridades numéricas.
No meio campo, a polivalência é o adjectivo que marca os axadrezados, pois se na 1ª parte Pedro Carneiro actuou como elemento mais recuado, com Pedro Moreira mais á direita Nóbrega mais á esquerda e Couto como organizador, na 2ª parte tudo mudou, passando Pedro Moreira a actuar numa posição mais central lado a lado com Couto e com Pedro Carneiro (que na época passada actuou como central pelo Candal) mais á direita.
As transições ofensivas da equipa axadrezada são pausadas e bastante elaboradas, optando-se pela segurança na posse de bola e pelo passe curto. Na lado direito quer Moreira quer posteriormente Carneiro nunca procuraram explorar a ala, optando por posições e movimentações interiores arrastando a marcação para permitir as subidas do lateral Ivan que procurou inumeras vezes o cruzamento para o possante ponta de lança Julien.
No lado esquerdo, Nóbrega foi sempre um elemento capaz de criar rupturas quer através de lances de 1 para 1, quer através de cruzamentos tirados na linha, denotando bom entendimento com o avançado Magalhães
Na frente, uma parelha que se complementa. Julien ,ponta de lança bastanta alto e possante, capaz de fazer a diferença dentro de área mas com pouca mobilidade, e o outro avançado - Magalhães muito rápido e bastante móvel aproveitando o arrastar de marcações provocadas por Julien, para aparecer nos espaços e nas costas da defensiva.

A equipa do Boavista é bastante baixa (á excepção do ponta de lança) e abdica claramente da velocidade e fantasia dos seus alas: Benvindo (uma autentica flecha), Djibril e o puto maravilha Ivan.
Sóbrios, pautam o seu jogo com tranquilidade e sem riscos, procurando progredir no terreno sempre com uma posse de bola segura e sempre com transições equilibradas mas lentas.

Em termos defensivos re-organizam-se com facilidade e rapidez, fechando sobretudo os espaços no miolo do terreno..dando assim alguma liberdade e espaço nas alas. (explorar as alas, é extremamente importante contra esta equipa)
Pressionam um pouco á frente do meio campo e á zona.

A explorar ,claramente, a baixa estatura de toda a equipa, e as fragilidades em bolas paradas defensivas.
Nas bolas paradas ofensivas, os cantos e livres indirectos têm sempre o Julien como destinatário, embora o Moreira saiba aparecer bem no espaço.
Couto fica nas imediações da área á procura de uma 2ª bola para bater de meia distância, algo que faz com alguma qualidade.

Conclusão: São uma equipa equilibrada, com uma vertente colectiva notória, mas uma equipa não muito perigosa e algo previsível. Anulando os 2 atletas de meio campo mais activos, anula-se também a pouca imprevisibilidade que ainda resta á equipa.(importantíssimo anular Moreira e Couto)
Em termos individuais destacam-se Pedro Moreira, pela capacidade de leitura de jogo e capacidade de passe, o Couto pela polivalencia, resistencia física e inteligencia e a capacidade de desiquilibrios de Nóbrega.
Muita atenção também ao jogo aéreo de Julien.




Até para a semana!
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27 outubro 2006

Factor Medo!

Por vezes, assistimos a uma ligeira confusão de conceitos por parte dos opinion makers da nossa “praça”. Referem-se a alguns treinadores como sendo defensivos ou excessivamente pragmaticos, mas sem analisarem a fundo o porqué dessas suas afirmações.
O caso mais em voga e mais explícito deste tipo de opinião, são algumas opiniões que lemos acerca do treinador José Mourinho.

Para muitos comentaristas nacionais José Mourinho é um treinador defensivo e pouco espectacular.
Isto leva á seguinte questão: mas afinal o que é ser defensivo? Racionalizar a colocação das peças (leia-se jogadores) em conformidade com o espaço? Procurar “abafar” os espaços livres, em plena transiçao defensiva, para não deixar o adversário construir jogo pensado, rápido e desiquilibrante?
Ou será que operacionalizar uma equipa como um só bloco..sempre unido e articulado é ser defensivo??

Bom, como podem reparar, eu discordo totalmente desses opinion makers e acho que fazem uma total confusão em relação ao factor defensivo e portanto ,em parte, em relação também ao factor medo.
Nunca encarei o realismo dos treinadores menores, ao adoptar uma postura mais espectante em jogos contra clubes ditos “maiores”, como “medo”. Claro está, que essa postura espectante não pode ser traduzida no campo em 10 homens a defender perto da área..e tentativas de transições ofensivas (em contra-ataque por exemplo) 0. No entanto, acredito que pela diferença de capacidade individual dos atletas dos dois tipos de equipa em questão, há que haver uma maior racionalização e preenchimento do espaço defensivo, como forma de tentar equilibrar a balança, sem contudo perder ambição em procurar situações ofensivas bem trabalhadas e “repentistas”.
Aqui, não prevalece mais uma vez o factor medo mas sim um certo realismo e uma certa ponderação em relação a diferentes valias nos diversos critérios de análise á qualidade dos dois tipo de equipa (menores e maiores).


No entanto, o factor medo é patente, quando um treinador num clube apetrechado com atletas de boa qualidade, abdica de princípios ofensivos (o que não invalida o equilibrio) e de uma postura ganhadora.
Tomo como exemplo Jesualdo Ferreira.
Jesualdo é amplamente considerado pela crítica, um treinador realista, sóbrio. Prepara as equipas de forma a existir um equilibrio muito grande entre processos defensivos e processos ofensivos, não denotando características marcadamente ofensivas ou “espectaculares”.
Na sua passagem pelo Sport Lisboa e Benfica, verificamos um jogo que marcou o técnico e que o auto-catalogou de defensivo. Um célebre Porto-Benfica, em que o Benfica se viu em vantagem no marcador e a jogar contra um Porto reduzido a 10, ainda antes do final do primeiro tempo. Nessa altura, todos esperavam um Benfica confiante e dominador na 2ª parte, ou pelo menos uma equipa consciente, sóbria que tentasse pelo menos controlar os espaços, a bola ....o jogo.
A verdade é que o Porto venceu por 2-1, numa 2ª parte extremamente ofensiva e dominadora, perante um Benfica encolhido nas imediações da sua área..procurando de todas as formas tapar os caminhos da baliza. Não mais os adeptos se esqueceram, não mais Jesualdo conseguiu fugir do rótulo de defensivo.


Anos mais tarde, Jesualdo Ferreira chega a um clube com uma filosofia de vitória muito forte, fruto dos anos dourados pelos quais o clube tem passado.
Para trás fica um excelente trabalho no Braga, marcado por seriedade, profissionalismo e sobretudo pela aposta num realismo táctico extraordinário, sempre com o objectivo na obtenção de pontos, mesmo que tal factor significasse um empate.
Para um clube como o Braga, a filosofia adoptada foi acertiva, e as excelentes classificações na tabela assim o comprovam, sem querer de modo algum “camuflar” o dedo mais que visível de um Presidente super competente.

Contudo, o Braga não é o FC Porto, como tal teria que existir uma ponderação numa nova filosofia baseada na já citada dinâmica de vitoria do clube da cidade do Porto.
No Braga, Jesualdo sentiu algum descontentamente de alguns adeptos e simpatizantes, por nos momentos decisivos a equipa mostrar pouca audácia, pouco atrevimento para conseguir mais. Parecia injusto para quem não acompanhou a realidade do clube, mas a verdade é que Jesualdo, no FC Porto, tem dado razão aos críticos que lhe apontaram esses predicados.
O FC Porto, tem neste momento a falange de apoio mais exigente de Portugal. Não só se exigem títulos, como 100% de vitorias em casa e bom futebol. Para tal facto, muito contribuiu os anos dourados de Mourinho que elevou a exigencia dos adeptos a um patamar nunca antes visto. Os adeptos exigem dos jogadores esforço, sacrifício e inspiração a 100%, caso contrário as boas prestações em jogos anteriores são esquecidas (veja-se o caso do Quaresma).
E é baseado neste espírito que o balneário portista absorve a cultura vencedora, e interioriza que nada menos que a vitória interessa. Se é verdade que em termos externos, terá que haver uma “mentalização” que o Porto não será sempre dominador, como foi á poucos anos atrás, em termos internos, o clube tem a obrigação de assumir-se sempre como principal favorito, e como tal, jogar para ganhar em todas as partidas.

E creio que é aqui que Jesualdo peca.
Jesualdo, embora mereça credito por estar á pouco tempo no clube, e todos sabemos que incutir um modelo de jogo, e todos os seus princípios e sub-princípios, não se faz em semanas, ainda não interiorizou a mentalidade exigente e ganhadora dos seus adeptos.
É verdade que o discurso adoptado por Jesualdo, é um discurso positivo, ganhador, diria á dragão, contudo na prática ,ou seja ,no campo, não é isso que se tem verificado, e a verdade é que o descontentamento dos adeptos do clube nortenho aumenta a cada dia que passa, mesmo com o clube a liderar o campeonato (e aqui se ve a exigência reinante nas Antas).
No fundo, um treinador ao adoptar um modelo de jogo, tem de o fazer, não só de acordo com as suas filosofias e ideias, mas também tendo em conta o subsistema cultural do clube que orienta. Obviamente que este subsistema cultura é composto por um conjunto alargado de factores, no entanto, existe um que é importantíssimo manter, quando de facto, ele existe – a cultura de vitória. Esta cultura de vitória exprime-se em campo, num grande ímpeto ao longo das partidas, na capacidade de sacrifício, e numa mentalidade de ambicionar sempre mais.O empate ou a derrota numa exibição que até foi favorável, não é aceitável no ambito desta cultura.
Ora se Jesualdo encontrou esta cultura no FC Porto, tem de a saber manter. Não basta um discurso positivo, coerente e ganhador. É certo que o discurso de Jesualdo é importante, pois todos têm consciência da importância vital do aspecto psicologico no futebol. A mentalidade ganhadora e o sucesso de uma equipa estará sempre dependente da forma como se trabalha a vertente psicológica dos atletas e da forma como se consegue manter uma motivação alta e uma galvanização extrema.
Jesualdo, através do seu discurso, contribui para essa tal motivação, mas hoje em dia, o jogador “tipo” é mais consciente e “inteligente”. Sente os sinais que são passados pelo treinador quer através do seu discurso quer através da estratégia tactica que o treinador “passa” para os atletas.
“ Diz-me como jogas, dir-te-ei como és”, é uma frase que se pode aplicar ao extremo nesta situação.

Mas para perceber ainda mais facilmente as lacunas de Jesualdo Ferreira, vamos a exemplos:
Jogo Arsenal – FC Porto.
Jesualdo na conferência de imprensa adopta uma postura firme e convicta, afirmando que o Porto não iria mudar face ao adversário que iria defrontar, e que seria um jogo onde o Porto procuraria a vitória. Ora, face a uma situação de vitória em todos os jogos realizados por Jesualdo, não se esperaria um certo “abdicar” dos princípios que até aí tinham sido aplicados.
A verdade é que Jesualdo apareceu em Londres, com Cech no meio campo, Ricardo Costa a lateral esquerdo e numa variante do 4-4-2, actuando Quaresma na frente de ataque. Todas estas alterações, e todo este receio de Jesualdo em relação ao adversário, bem patente nas alterações que promovou no onze e no figurino tactico, “passou” para os jogadores um sentimento de receio, de “medo”. A verdade é que todas estas alterações tiveram consequencias nefastas na equipa portista, e viu-se um Porto muito nervoso e receoso (principalmente nos primeiros 25m), encolhendo-se no meio campo defensivo e optando por um postura espectante, permitindo ao Arsenal um “cerco” á area Portista.
Conclusão: derrota portista.

Seguiu-se outro jogo teoricamente complicado.
Jogo Braga-FC Porto
Jesualdo mais uma vez “passou” para os atletas um discurso positivo e convicto na vitória, mas em termos puramento tácticos resolveu lançar para o Municipal de Braga, uma equipa a defender muito recuada, abdicando da pressão, permitindo ao Braga imenso espaço para jogar. Os jogadores demonstraram mais uma vez nervosismo e ansiedade e o Porto voltou a perder.

Numa ultima deslocação complicada, até ao momento, mais 1 prova que Jesualdo se deixa levar pelo “factor medo”.
Jogo Sporting-Porto
Anderson de fora, é lançado P Assunção, numa estratégia que se entende e que até se ajusta ao que teoricamente deveria ser feito.
No entanto, viu-se um Porto novamente espectante (que até se pode entender..pois jogava em casa de um rival directo, que contava já com uma mecanização táctica que passava da época transacta, devido á continuidade do treinador), mas demasiadamente defensiva. 7, 8 jogadores nas imediações da área, abdicando de qualquer tipo de pressão para provocar perdas de posse de bola adversária, permitindo rápidos contra-ataques explorando a velocidade e fantasia dos elementos do ataque portista.
O Porto sacudiu a pressão despejando bolas para a frente, mas como a postura era demasiadamente espectante...não havia homens na frente para ganhar a posse de bola, como tal, em segundos a bola estava novamente na posse do Sporting.
O jogo foi sistematicamente isto, e mesmo quando o Porto (raras foram as vezes) conseguia efectuar transições ofensivas com alguma tranquilidade e alguma estratégia, na hora de alvejar a baliza, nao se encontrava um único elemento para ganhar as chamadas “segundas bolas”.

A verdade é que o Porto de Jesualdo acabou por conseguir um resultado positivo em Alvalade, mas denotou uma total descaracterização daquilo que sempre marcou o Porto e que sempre originou o respeito e o receio do adversário, o que acabava por traduzir em maior domínio e mais vitórias.
É verdade que Jesualdo chegou á pouco tempo, é verdade que é um treinador que opta pelo realismo e pela consistência defensiva, mas toda esta postura contrária ao subsistema cultural do clube, poderá ter consequencias danosas e poderá romper com aquilo que tem sido a cultura de vitória do passado recente do clube.
Com ou sem tempo para a aplicação do seu modelo de jogo, o técnico terá de entender aquilo que é o clube e aquilo que sempre o marcou.

Ao FC Porto exige-se pressão, atitude e uma veia claramente ofensiva. Exige-se que os adversários sejam “abafadas” para que a posse de bola esteja mais tempo do lado Portista, permitindo-lhes assim maior domínio do jogo e encostar os adversários á sua defensiva.
O factor medo não é permitido no Dragão, e os adeptos ,cada vez mais, exigirão outro tipo de atitude.

25 outubro 2006

Futebol de Formação - revisão semanal

Cada vez mais, assistimos a uma consciencialização da importância do Futebol de Formação no futuro, quer desportivo quer financeiro, dos clubes.
A aposta do Sporting é clara, o SL Benfica vai no 2º ano do seu Projecto Geração Benfica e o FC Porto acaba de apresentar o seu projecto – “Visão 611”.
Estes são sinais claros do que nos espera no futuro, e sinais claros que a própria classe dirigente se está a mentalizar para uma nova era no Futebol Português.
Assim, parece-me de todo pertinente iniciar ,doravante, uma revisão semanal daquilo que se vai passando nos campeonatos nacionais do Futebol de formação, de forma a que também os adeptos, se consciencializem da importância da formação, e passem a dispender um pouco mais de atenção á mesma, principalmente com apoio e incentivo “in loco” nos jogos dos “mais pequenos”.


Campeonato Nacional de Juniores A


Este fim de semana não assistimos a grandes surpresas no campeonato.
Na zona Norte, o FC Porto mantém-se isolado na frente, depois de obter uma goleada em casa frente ao Vizela e de assistir ao empate da surpreendente equipa do Candal e da derrota do Vitoria de Guimarães.
Por outro lado o Boavista ,depois de um início comprometedor, parece estar de volta á boa forma, conseguindo uma vitória expressiva (8-1) frente á União de Coimbra.

A nota de destaque deste campeonato vai efectivamente para o Candal, clube gaiense.
O Candal tem feito uma forte aposta no futebol de formação e dois factores me parecem vitais para este sucesso aparente da política do clube.
Em primeiro lugar, as excelentes infra-estruturas que dispõe, contando com um belo complexo desportivo, onde os atletas dispõe de todas as condições para evoluírem.
Em segundo, os protocolos de colaboração que o clube tem assinado com clubes ditos “maiores”. A época passada, a equipa apostou numa ligação ao Boavista, contando nas suas fileiras com alguns jogadores axadrezados bastante promissores. Este ano, o apoio surge do FC Porto.

Resultados relevantes:

Boavista 8-1 U. Coimbra
FC Porto 7-2 Vizela
Guimarães 1-2 Rio Ave
Académica 2-2 Candal


Na zona Sul, a competitividade é enorme, mas também não se registaram surpresas.
A equipa sensação da Amadora, continua em 1º lugar, relegando para lugares inferiores Sporting, Belenenses e SL Benfica.
Nesta jornada, o Estrela venceu ,fora de casa, o Belenenses, conseguindo dessa forma mais um grande resultado.
O Benfica deslocou-se a Oeiras e sem dificuldades bateu a equipa local (destaque para o central encarnado Miguel Vitor que apontou 2 golos), ao passo que o Sporting recebeu e venceu o Real.
De referir ainda, que o Setúbal continua numa maré de “crise”, voltando a perder, desta feita na casa dos Pescadores, vendo-se assim “relegados” para o penúltimo lugar.

Resultados relevantes:

Belenenses 1-2 Estrela
Oeiras 0-2 Benfica
Sporting 1-0 Real
Casa Pia 1-0 Lusit. VRSA



Campeonato Nacional de Juniores B

O campeonato Nacionail de juvenis encontra-se parado, devido a compromissos da selecção Nacional de Sub 17, que se encontra na Bélgica para um Torneio Internacional.


Selecções Nacionais

Ficam aqui as duas últimas convocatórias das selecções de sub16 e sub18.

Sub-18
Belenenses: Filipe Godinho
Benfica: André Carvalhas, Miguel Rosa, Miguel Vítor e Romeu Ribeiro
Boavista: Alexandre Sá, Pedro Moreira, Raul Babo e Ricardo Neves
Candal: Valter Fernandes
FC Porto : André Pinto, António Graça, Marco Aurélio e Tiago Cintra
Leixões: André Simões
Rio Ave: Faria
Sp. Braga: Stélvio Cruz
Sporting: André Martins, Adrien Silva, Bruno Matias, Jorge Abreu, Rui Lopes, Tiago Pedrosa e Vivaldo
União Lamas: Filipe Melo
V. Setúbal: Sérgio Martins

Sub-16
Barcelona: Alexander Zahavi
Barreirense: Pedro Costa
Benfica: André Jesus, Artur Lourenço, Nelson, Oliveira e Ricardo Semedo
Boavista: Fábio Costa e Nuno Soares
FC Brussels: Davide Rodrigues
FC Porto: Alexandre Freitas
Marinha: João Guerra
Padroense: Filipe Espincho, João Garcia, Pedro Branco, Ricardo Dias e Rui Caetano
Pasteleira: Manuel Batista
Sporting: Cédric Soares, Luís Almeida, Mário Rui, Nuno Reis, Ricardo Alves e Ruben Luis
Sp. Braga: Nuno Valente e Tiago Gomes
V. Guimarães: Claudio Ramos, Fernando Alves e Rafael



Análise da semana

O FC Porto recebeu e bateu sem apelo nem agrado, no escalão de Juniores A, o Vizela por 7-2. Mais 1 vez, o FC Porto tem demonstrado ser um dos grandes candidatos a atingir a fase final e portanto torna-se oportuno analisar o seu onze titular e a forma como os jogadores se dispões tacticamente em campo.


O FC Porto jogou no 4-3-3 que se transformou várias vezes no claro 4-2-4. Rui Pedro, o vértice ofensivo do meio campo Portista gozou de enorme liberdade, aparecendo diversas vezes como 2º ponta de lança, denotando um grande entrosamento com o ponta de lança Marcelo. Por outro lado, os alas ,quase sempre solicitados em passes longos do central Bura (excelente capacidade de passe) ou do médio incansável Castro, procuraram ganhar as costas da defensiva em diagonais em velocidade e rápidos cruzamentos para a área.
As notas de destaque vão claramente para inteligência de movimentos do “criativo” Rui Pedro (que também é goleador) e para a capacidade de trabalho e de luta do médio Castro, que devido á forma como encara cada partida e cada lance, atingirá certamente o patamar do Futebol Profissional (ficando no entanto algumas dúvidas..se o conseguirá no Porto). Por ultimo, destaco Bura, um central bastante alto e possante e com uma capacidade de passe longo acima da média.

nota: a vermelho os passes "tipo" do FC Porto



Assim me despeço.
Até para a semana e lembrem-se: Apoiem o Futebol de formação

11 outubro 2006

Desilusão

Noite desastrosa!
Portugal deslocou-se á Polónia para defrontar a selecção local, e acabou batida sem apelo nem agrado, numa pálida exibição.

Scolari dizia antes da partida que um ponto seria bom.
A verdade é que as palavras de Scolari parecem ter afectado de forma nefasta a selecção nacional, que entrou nervosa e receosa.
Mesmo com uma Polónia inicialmente permissiva, Portugal não procurou controlar o jogo e no primeiro erro defensivo acaba por sofrer um golo. A partir daqui foi uma espécie de efeito de bola de neve, pois os jogadores precipitaram-se, o futebol colectivo não saiu e num segundo erro defensivo, novo golo Polaco.

Na 2ª parte, Portugal foi assumindo ,aos poucos, o jogo, mas com uma Polónia a consentir a posse de bola aos portugueses, procurando explorar com perigo o contra-ataque.
O golo de Nuno Gomes não apaga a péssima imagem que Portugal deixou no jogo.




Dinâmica de Portugal

Portugal entrou na partida assente num 4x3x3.
A defensiva foi composta por: Ricardo na baliza, Miguel e Nuno Valente nas laterais e R Carvalho e R Rocha na zona central. Com a inclusão de Petit como interior direito, Miguel parecia gozar de mais liberdade para subir, a verdade é que nunca o conseguiu fazer. Por outro lado, Nuno Valente pareceu sempre algo estático e muito lento.

No meio campo, á partida poderíamos estar perante uma selecção nacional com 2 pivots defensivos, mas não foi o que aconteceu.
Costinha jogou perto dos centrais (esteve francamente mal o numero 6 da selecção), com Petit e Deco a formarem a base de um triângulo. Petit apareceu com a missão de dar equilíbrio nas transições defensivas, apoiando nas dobras e auxiliando Costinha, sem contudo aparecer no terreno excessivamente recuado. No entanto, Petit não é um médio de transição e mais uma vez ficou bem patente a incompatibilidade com Costinha, uma vez que a equipa ficou “vazia” de ideias, sem qualquer capacidade de transição, obrigando Deco a jogar demasiadamente longe de Nuno Gomes, e com o luso-brasileiro a ter um grande desgaste na procura excessiva da bola em terrenos muito recuados.
O “mágico” Português, á partida, teria como função a organização do Futebol ofensivo Portugues, apoiando Nuno Gomes ou em alternativa arrastando as marcações para a ala esquerda abrindo espaço para o médio de transição aparecer vindo de trás, algo que Petit nunca conseguiu.

Na frente, Nuno Gomes apareceu sempre demasiadamente sozinho, perdendo-se no meio da defensiva polaca. Apesar das constantes movimentações e procura de bola, Nuno Gomes viu-se muito desapoiado ..o que lhe impossibilitou de fazer aquilo que melhor sabe, jogar em tabelas de costas para a baliza, e aparecer no espaço.
Simão na ala esquerda também não teve grande sucesso, tendo sido anulado com alguma facilidade pelo lateral polaco.
Na direita, Ronaldo foi uma sombra de si mesmo. Cabia-lhe a função de procurar desiquilibrios, quer aparecendo mais no apoio a Nuno Gomes, quer na procura de flanquear o jogo. A verdade é que o jogo não saiu bem ao jovem talento portugues, e a equipa nacional ressentiu-se de isso mesmo.


As mexidas

Scolari demorou a mexer na equipa.
A perder por 1-0 não seria lógica mudanças imediatas, mas logo a seguir ao segundo golo polaco exigia-se mexidas e acertos ..algo que Scolari nunca fez.
Demorou a analisar o jogo, e só ao intervalo procurou mudar.

E a primeira alteração demonstra de forma clara o arrependimento do seleccionador nacional em apostar em 2 jogadores (no miolo) de características quase exclusivamente defensivas.
Retirou o apagado e fora de forma Costinha, lançando Tiago.
Ora Petit recuou para trinco, com Tiago a aparecer como médio de transição, permitindo a Deco jogar mais á frente, num maior apoio ao ponta de lança e procurando as segundas bolas. Contudo salienta-se ,mais uma vez, a colocação de Deco. Pareceu sempre excessivamente posicionado á esquerda do meio campo nacional.
Por outro lado, Scolari pediu a Ronaldo um posicionamento mais interior de forma a aparecer como segundo ponta de lança sempre que possível.

Aos 67m a substituição esperada, natural..mas demasiadamente retardada.
Nani entra para o lugar de Petit, ocupando a ala direita.
Scolari altera o sistema táctico, apostando num 4x4x2 que se desdobrou diversas vezes num 4x2x4. Com Nani e Simão nas alas, Ronaldo junta-se a Nuno Gomes no centro do ataque, com Deco e Tiago a repartirem tarefas no meio campo.
Mas onde estão as rotinas de jogo neste sistema táctico? Onde estão as rotinas do plano B?

Aos 82 minutos, sai o fatigado e algo desinspirado Deco para dar lugar a Maniche. Foi a tentativa de refrescar o meio campo, sem grandes alterações estruturais significativas.


Conclusões

O discurso pouco ambicioso de Scolari ,antes da partida, acabou por se reflectir na forma como abordou o jogo.
Uma equipa receosa, com dificuldades nas transições ofensivas e sem qualquer tipo de ligação ao ponta de lança.
A falta de soluções também foi evidente, e fica patente o erro de Scolari em não ter chamado logo á partida um outro ala, e na ausência de Hugo Almeida por lesão …um outro avançado. É inconcebível Scolari contar apenas com uma solução ofensiva no banco de suplentes.
Por outro lado, as alterações tardaram e não foram as mais indicadas.

De qualquer forma, a “culpa não morre solteira”, uma vez que foi notório o sub rendimento de alguns atletas da selecção e a grande dependência da selecção na capacidade de transição de Maniche, que estranhamento foi apenas utilizado durante 10 minutos.


Portugal sai derrotado sem apelo nem agrado, e adivinha-se uma campanha de qualificação complicada.
8 anos depois, a selecção das quinas perde numa fase de qualificação.

Sub21 á lá Couceiro

Portugal conseguiu ontem uma reviravolta histórica vencendo sem apelo nem agrado os Russos, por 3-0, resultado mínimo necessário para dar a volta á eliminatória.
No fundo, fez-se justiça pois a selecção das quinas mostrou sempre ter mais qualidade e mais condições para estar presente no Europeu.
Ainda em clima de festa, é tempo de balanço e na minha opinião o balanço é muito pouco positivo.

Os adeptos Portugueses estão habituados nos últimos anos a verem grandes jogadores evoluírem na selecção sub21.
A verdade é que a selecção nacional era apontada como um candidato “crónico” ás vitórias nas competições Internacionais, no entanto com esta selecção não creio que se passe o mesmo.

Á primeira vista a selecção apresenta diversas lacunas e algum défice de qualidade.
Vejamos:

Guarda Redes
Na baliza aparece Paulo Ribeiro como dono da baliza. Paulo Ribeiro tem demonstrado ser um guardião pouco seguro e sobretudo muito intranquilo. Não dá garantias de estabilidade e a “tremideira” poderá vir ao de cima numa competição internacional.
Para o banco, Couceiro chamou Ricardo Baptista, um ilustre desconhecido, pois actua em Inglaterra e os adeptos Portugueses ainda não tiveram a hipótese de o ver em competição.

Laterais
Nas faixas laterais aparece o primeiro grande problema de Portugal.
João Pereira e Filipe Oliveira são as soluções para a lateral direita, deixando bem patente o défice de qualidade que temos. 2 jogadores que sabem subir no terreno mas demasiadamente irregulares no processo defensivo.
Na esquerda a falta de soluções é bem patente. Miguel Veloso, atleta que tem feito uma excelente temporada como trinco no Sporting, e que se foi impondo nas camadas jovens como central, aparece como lateral esquerdo adaptado. Não podemos negar que vai cumprindo, mas a verdade é que parece claramente desaproveitado nesta adaptação e em termos de profundidade ofensiva não consegue fazer a diferença.

Centrais
Manuel da Costa parece ser garantia de qualidade, no entanto, Amoreirinha tem muita coisa a provar e é conhecido por perder a cabeça nas situações de maior tensão. A alternativa a estes 2 elementos chama-se Rolando, mais um central com algum défice de qualidade.

Meio campo
No meio campo aparecem duas grandes figuras. Paulo Machado e sobretudo Moutinho. São dois elementos com muito pulmão, com boa visão de jogo e com qualidade para liderarem o jogo Português. A eles juntam-se Ruben Amorim, “um afilhado” de Couceiro, que tem alguma qualidade mas que dificilmente fará a diferença. Por outro lado, Organista será o garante defensiva da equipa. É um jogador inteligente e com boa capacidade atlética. Não é um grande jogador, mas é um jogador de colectivo. Ainda poderemos integrar neste lote Antunes. Antunes poderá desempenhar as funções de defesa esquerdo e de interior esquerdo, mas será que este atleta continuará a integrar as convocatórias?

Alas
É nas alas que reside a força de Portugal.
Nani, apesar de integrar a selecção principal, poderá ser uma arma a utilizar no Euro Sub21. É um jogador de inegável talento e um desiquilibrador nato. Vieirinha é outro elemento que poderá fazer a diferença, quer pela velocidade quer pela qualidade no drible e no remate. Surgem ainda os nomes de Diogo Valente, esquerdino de grande raça, e Hélder Barbosa, um benjamim que incute uma velocidade e uma capacidade de drible estonteantes. Será que o Hélder irá ser utilizado em competições distintas (sub21 e sub20?)?

Avançados
Na frente, Portugal deixa de contar com um elemento mais estático como o Hugo Almeida, apostando em atletas mais móveis e versáteis, como são os casos de Varela, João Moreira, Djaló e Vaz Té.
Djaló é um jogador de explosão e poderá ser uma peça importante. Varela pela qualidade técnica e pela capacidade atlética é sem dúvida um nome a ter em conta. Vaz Té, precisa ainda de crescer muito como jogador para conseguir uma plena afirmação, contudo é o jogador com maior “killer instinct” com que Portugal conta. Por fim, João Moreira tem desiludido…mas vamos ver.


Conclusão:
Portugal apresenta desiquilibrios e défices de qualidade em diversas posições do terreno. Por outro lado, o modelo de jogo pretendido por Couceiro parece, ainda, pouco interiorizado e o tempo vai-se esgotando.

Em termos de sistema táctico Portugal poderá apresentar-se quer num 4x3x3 quer num 4x4x2, embora as características dos jogadores apontem para um 4x3x3, com 2 alas bem abertos.
Couceiro tentará incutir dinamismo e velocidade no ataque, apostando na fantasia dos alas, e por outro lado procurando retirar de Machado e Moutinho uma natural capacidade de pegar no jogo.
Será ,contudo, necessário rever os processos defensivos, pois Portugal apresenta lacunas várias no sector, e o factor de actuar com alas bastante ofensivas..retirará alguma coesão defensiva ao bloco.

O Europeu está á porta, e a verdade é que Portugal não parece ter a equipa ideal para lutar por um lugar cimeiro.
Couceiro terá que saber gerir muito bem este grupo e terá que retirar da “cartola” estratégias para tapar as lacunas sérias e patentes na equipa Nacional. Mas será Couceiro o treinador ideal para isso??

16 setembro 2006

Até já!!

Até Outubro!


Visto ter que conciliar fase de exames na faculdade, tarefas profissionais e visto estar a preparar a minha primeira coluna da Revista Futebolista..prevista para o mês de Novembro, tem-me sido impossível actualizar o blog.

Como tal, peço desculpa a todos os leitores e peço alguma paciência, deixando prometido que a partir de Outubro o blog retoma a sua actividade normal, com posts regulares semanais, etc.


Desde já agradeço a compreensão.

Abraço a todos

21 agosto 2006

Revelações










O futebol está de volta, os principais campeonatos dão o pontapé de saída e a verdade é que novas estrelas começam já a despontar.
Escrevo este post, com o intuito de “dar a conhecer” 2 jogadores que começam a dar passos firmes no Futebol Profissional, e rumo a uma carreira sem limites.



Rio Mavuba
Posição: Médio posicional
Clube: Bordéus
Nacionalidade: Francesa (nasceu em Angola)
Idade: 22 anos
Altura: 1m71cm
Peso: 64kg


Para aqueles que foram seguidores do Euro Sub21 em Portugal, este nome não é desconhecido.
Mavuba liderou a França na competição Sub21 de 2006, num Europeu que parecia destinado á glória e que acabou numa grande desilusão. No entanto, vários jogadores da selecção Francesa deixaram um excelente cartão de visita, e aquele que ,na minha opinião, mais se destacou é este médio do Bordéus.
Mavuba joga no centro do meio campo, capaz de jogar como interior ou numa posição mais natural como trinco. Apesar de jovem é já titular indiscutível do Bordéus desde a época 2003/04, e desde então pegou de estaca e nunca mais largou a titularidade, assumindo-se como um jogador preponderante no ressurgimento do Bordéus na Liga Francesa. Não é um jogador com capacidade para fazer muitos golos, alias em termos de Liga Francesa só conseguiu apontar 1, no entanto, garante uma solidez defensiva fantástica, funcionando como um tampão defensivo no meio campo.
Como grandes características Mavuba apresenta um sentido posicional fora do comum, e tem uma disponibilidade física assombrosa.
Com a renovação da selecção ,finalista do Mundial 2006, operada por Domenech, Mavuba passou a integrar os trabalhos da selecção principal francesa, ao mesmo tempo que vai somando jogos como titular no início de temporada em França.
Estaremos perante um novo Makelélé?



Marcelo Júnior
Posição: Lateral esquerdo
Clube: Fluminense
Nacionalidade: Brasileira
Idade: 18 anos
Altura: 1m74cm
Peso: 73kg





Marcelo ou “Robertinho Carlos”. Este menino de 18 anos é a mais recente revelação do Campeonato Brasileiro, assumindo-se como o substituto natural de Roberto Carlos.
Este jovem, é um lateral esquerdo bem á imagem de Roberto Carlos, pois é extremamente ofensivo, veloz e capaz de desequilibrar na faixa esquerda.
Cruza e remata com grande facilidade, e demonstra toda a sua qualidade sobretudo num esquema de 3x5x2, embora também se integre num esquema mais clássico onde é capaz de fechar defensivamente com qualidade e sem sobressaltos.
É ,então, um jogador que gosta de sair de trás para desequilibrar mais á frente dando um dinamismo tremendo as alas. Leva 24 jogos e 5 golos no “Flu”, e é já uma presença nas convocatórias do novo seleccionador Carlos Dunga, na selecção do Brasil.


Em breve falarei de mais revelações...

20 agosto 2006

Os dilemas do Professor!



No regresso á escrita, creio que será um bom exercício falarmos dos futuros dilemas de Jesualdo Ferreira.

Depois de uma conturbada saída do Boavista, Jesualdo será anunciado amanha como treinador do FC Porto, sucedendo ao demissionário Adriaanse.
A verdade é que recebe uma herança pesada e sobretudo difícil: tem apenas uma semana para preparar a equipa para o campeonato, passa a orientar uma equipa campeã, vencedora da Taça e Supertaça, os adeptos exigem uma boa campanha na Champions e por último recebe uma equipa moldada em 3x3x4 ou 3x4x3, modelo de jogo pouco usual em Portugal.


Jesualdo parece-me uma escolha acertada.
Num espaço tão curto que antecede o início do campeonato, o Porto recorre a um técnico Português, que conhece o campeonato, o clube e os jogadores bastante bem, o que lhe permitirá uma avaliação daquilo que terá que ser feito mais rápida e possivelmente com menor “taxa” de erro.
No entanto, a implantação de um novo modelo e portanto de um novo sistema táctico e novas filosofias não se adivinha fácil.

É verdade que o FC Porto possui um plantel com diversas opções de qualidade, plantel esse bastante versátil e capaz de se “ajustar” ,pelo menos em termos de número de opções por posição, aos diferentes figurinos tácticos.
No entanto, o azar bateu á porta do plantel portista e as primeiras dores de cabeça de Jesualdo serão na defesa.
Com a chegada de Jesualdo, a possibilidade de continuar a jogar com 3 defesas parece esfumar-se. Assim sendo, o Porto voltará a actuar de uma forma mais tradicional, ou seja, com 2 laterais e 2 centrais. E é aqui que tudo se complica.
Para a lateral direita, o clube possui apenas Bosingwa (jovem com talento mas ainda com muito para crescer). É verdade que Ricardo Costa ou até Pepe podem ocupar essa posição, mas aqui chegamos ao problema dois: a falta de soluções para o centro da defesa portista.
João Paulo e Pedro Emanuel estão lesionados, sobrando apenas Pepe, Ricardo Costa e Bruno Alves, sendo que este último não me parece uma solução credível para a defesa portista. Assim, o Porto conta com Bosingwa, Pepe e Ricardo Costa como soluções únicas para 3 vagas da defesa. É francamente pouco, e poderá causar grandes dificuldades ao técnico portista.
Em relação á posição de lateral esquerdo, o leque de opções é maior, estando Cech na “polé” para a titularidade ficando Ezequias á espreita (ele que poderá ser utilizado como central…numa opção de recurso).


No meio campo, novos dilemas surgem para Jesualdo.
Tudo indica que o Porto não actue com 4 médios mas sim com 3, num 4x3x3 ou uma sua variante.
Assim sendo, Jesualdo terá Raul Meireles, Paulo Assunção, Ibson, Lucho, Jorginho e Anderson para 3 vagas. E se tivermos em conta a grande pré-temporada de Ibson e a explosão de Anderson, percebemos que Jesualdo terá uma dor de cabeça saudável no que toca a escolhas.
Á primeira vista, P Assunção, Lucho e Anderson parecem sair em vantagem, mas Ibson e Raul Meireles estão á espreita, e as prestações recentes destes 2 atletas mereciam ser recompensadas com a titularidade.

Mas então, se neste leque vários jogadores merecem a titularidade, porque não jogar em 4x4x2 em losango? Seria uma opção credível, mas o Porto parte para esta época com várias soluções nas alas, algo que não acontecia no passado. E se é verdade que nenhuma das opções á excepção de Quaresma, tem a titularidade garantida, como encaixar o “Harry Potter” no 4x4x2? A única opção seria dar-lhe liberdade atacante actuando como 2º avançado, algo que não me parece credível.
Conclusão, Jesualdo terá sempre que optar por jogar com alas, de forma a encaixar Quaresma (uma das grandes mais valias da equipa) e um outro ala, o qual puderá ser Alan, Diogo Valente (parte em desvantagem), Tarik ou o surpreendente Vieirinha, que tem demonstrado qualidades para garantir desde já a titularidade.

Chegamos por fim ao ataque.
Muito se falou na necessidade de contratar um novo ponta de lança, mas com a saída de Adriaanse essa necessidade parece desaparecer.
Em primeiro lugar, porque a saída do Holandês “garante” duas novas opções para o ataque portista. Hélder Postiga foi reintegrado e Lisandro terá finalmente a hipótese de jogar na sua posição de raíz. Por outro lado, existe ainda Adriano e a revelação Bruno Moraes, que tem dado mostras de puder ser uma opção credível. O clube conta ainda com Sokota.
No fundo são 5 opções para ,possivelmente, um lugar. É verdade que nenhum destes jogadores parecem ter a qualidade de Benni McCarthy, mas creio que dão garantias de qualidade e de competitividade no ataque do Porto.
E mesmo que a opção de Jesualdo passe por 2 avançados, cinco opções para duas vagas é o ideal.

Concluímos portanto, que Jesualdo Ferreira tem um longo trabalho pela frente. Em primeiro lugar terá que ganhar a confiança do grupo e assumir a sua liderança, posteriormente terá que moldar a sua equipa lentamente e sem cortes radicais súbitos com o passado, de forma a incutir o seu modelo de jogo sem criar quebras de rendimento na equipa, que mesmo assim irão existir.
Adivinha-se que a filosofia de jogo dos portistas será alterada substancialmente, pois em primeiro lugar o esquema apresentará 4 defesas e em segundo pois Jesualdo é um treinador mais realista, pragmático e trabalha as suas equipas a partir de trás.
O Porto deverá apresentar-se com um figurino perto do 4x3x3 clássico, 3 defesas, 1 trinco, 2 interiores, 2 extremos e um ponta de lança. Assim sendo, as alterações posicionais não serão muitas e o reajustamento da equipa poderá ser conseguido de forma tranquila e sem grande turbulência.
Resta então saber, como Jesualdo e a direcção Portista, resolverão as lacunas defensivas do seu plantel e de que forma jogadores como Raul Meireles e Ibson aceitarão o banco sem patentearem desmotivação e descontentamento.

Será um trabalho aliciante e sobretudo um desafio para o Professor Jesualdo, e será sem dúvida uma caminhada bastante interessante de assistir, por parte de quem se interessa por todas estas questões de organização de uma equipa e pela implantação de um novo modelo de jogo.

11 agosto 2006

Regresso de férias. Os novos projectos!



O que é bom acaba depressa!

Pois é, estou de regresso.
As férias foram óptimas, mas como sempre curtas. De qualquer forma é com muito agrado que regresso para vos falar de Futebol e sobretudo de Futebol de formação.


A partir de Setembro, penso criar algumas inovações no blog, começando desde logo por calendarizar diferentes rubrícas semanais, entre as quais o já celebre diário de observador, O mundo desespera por eles- onde darei a conhecer promessas internacionais, análise do jogo da semana – a análise semanal a um jogo de uma das principais ligas europeias, e ainda uma apresentação de algumas caras conhecidas do nosso futebol de formação, com curiosidades e dados biográficos.


Por outro lado, este arranque para mais 1 época desportiva marca o avanço na minha curta carreira no mundo da bola.
Depois de alguns meses como observador, terei agora mais responsabilidades pois a par das observações terei um papel de “coordenação” na prospecção.
É sem dúvida um projecto aliciante, e uma prova de confiança em mim, como tal tudo farei para dignificar o clube que represento.

Por outro lado, novos projectos se avizinham.
Para além deste meu blog, que será eternamente o meu espaço, continuarei a minha colaboração com um blog de eleição e já uma referência a nível nacional – www.futeboldeataque.blogspot.com , e darei início a uma nova colaboração no Mundo blogger, passando a escrever para um blog promissor e de um amigo - www.abolaeredonda.blogspot.com , onde abordarei ,também e sobretudo, o Futebol de Formação.

No entanto, as novidades não ficam por aqui.
Depois de um diálogo que se foi arrastando por algumas semanas, cheguei a acordo com os Editores da Revista Futebolista, a revista futebolística de referência quer na sua versão Portuguesa quer na sua versão Espanhola, para uma colaboração entre ambos, onde passarei a ter um espaço (em princípio de 2 paginas) na revista, todos os meses.
Será um espaço onde abordarei figuras a despontar quer no Futebol Nacional quer no Futebol Internacional.
Assim sendo, peço para estarem atentos e para irem acompanhando esse meu trabalho, estando eu disponível para receber críticas, elogios ou até sugestões através do meu e-mail. A vossa opinião será sempre tida em conta.

Por último e ainda de forma superficial, iniciei uma colaboração com uma empresa de agenciamente de jogadores estrangeira (Nigéria), tendo como funções a tentativa de colocação de jogadores oriundos de Africa no nosso país.
É, como referi, uma colaboração ainda muito superficial e ainda sem objectivos “fixos” estabelecidos, contudo penso ser algo com pernas para andar.


Assim, termino dizendo que espero a colaboração e apoio de todos, espero continuar a ter a vossa atenção, e espero mais do que nunca …contar com o vosso feedback, pois a vossa opinião é fundamental para puder aprimorar o meu trabalho.
Em breve iniciarei a falar do nosso “querido” Futebol.

Abraço e até muito breve!

28 julho 2006

Férias e o futuro!




Olá caros amigos!


Estamos a chegar a Agosto, e com isso aproximam-se alguns dias de férias, para descansar e desfrutar dos prazeres da vida.
Assim, venho por este meio informar que estarei ausente para férias durante cerca de 10 dias, e como tal o blog não receberá actualização nesse período.
Significa então que a cobertura do Euro Sub19 fica adiada para o meu regresso, e que a análise ás equipas dos “grandes” portugueses e de alguns assuntos do Futebol Internacional ficam também adiadas para essa data.


No momento de ir de férias, é natural entrarmos numa fase de instrospecção sobre aqui que foi o ano que passou.


Em termos pessoais a vida continua a sorrir-me, e posso continuar a dizer que sou uma pessoa feliz.
Em termos profissionais grandes progressos. Na faculdade o curso já está na recta final, e no que ao Futebol diz respeito penso ter conseguido bastantes progressos para um tão curto espaço de tempo.

8 ou 9 meses após a minha entrada no “Mundo do Futebol”, e do convite que me foi feito por uma grande instituição Portuguesa, vou de férias com uma proposta (que eu aceitei) para desempenhar novos cargos na prospecção e avaliação de jovens talentos, cargo esse que trará novas responsabilidades, mais carga horária de trabalho e um maior envolvimento com o Futebol em si e com o clube.
É de facto uma prova de confiança na minha pessoa, no meu valor, e sobretudo uma aposta que não quererei de modo algum defraudar, pois a dívida de gratidão para com as pessoas que apostaram em mim, ainda persiste…e nada melhor que corresponder com trabalho sério e honesto.

A partir de Setembro, se tudo correr como esperado, iniciarei uma nova etapa na minha ainda curta experiência no Mundo do Futebol.
Felizmente tenho agora espaço para dar “asas” a ideias e propostas que fui lançando ao longo dos últimos meses, e que penso serem de grande utilidade para o sucesso do clube que represento.
Parto de férias com a esperança que a nova etapa será uma nova oportunidade para provar o meu empenhamento e valor, de forma a quem sabe…conseguir continuar a subir degraus e vencer etapas…rumo á integração profissional no Futebol.

Alguns dos leitores serão meus colaboradores para o ano, e espero em equipa, com trabalho e respeito, conseguirmos alcançar os nossos objectivos e as nossas metas pessoais de forma a que o clube saia sempre como o maior beneficiado.
Em Setembro, revelarei novidades e lançarei propostas e espero da vossa parte o mesmo empenhamento com que abraçarei esta minha nova função.



No que ao blog diz respeito, pensarei durante estas férias em inovações, numa maior organização e numa forma de fazer do blog um instrumento cada vez mais preponderante na expansão do Futebol de formação, a todos aqueles que se interessam e se apaixonam por estas vertente.
Iniciarei também novas colaborações com outros blogs e até ,quem sabe, com a imprensa escrita, tentando sempre não defraudar as vossas expectativas e fidelizar todos os leitores deste e dos outros blogs.



Sem querer alongar-me demasiado, termino apenas com um forte abraço a todos os leitores, colegas, colaboradores, futuros colaboradores, e dirigentes.
Boas férias, e daqui a 2 semanas cá estaremos para uma nova etapa cheia de novidades!

Abraço a todos!
Nelson

24 julho 2006

Jornada 2 e 3 do Campeonato da Europa de Sub19


Golos, golos, golos!

O Euro Sub19 continua a brindar todos os amantes do Futebol com golos e espectáculo e os avançados do torneio têm sido as grandes figuras.
Resultados surpreendentes, reviravoltas no marcador, golos a fechar as partidas, enfim um pouco de tudo o que é necessário para tornar uma competição bem apimentada e excitante.


Grupo A

Polónia 4 – 1 Bélgica

A equipa da casa defrontava a Bélgica que vinha de uma vitoria confortável na primeira ronda.
Os polacos apresentaram-se muito coesos e bastante frescos fisicamente, chegando á vantagem rapidamente, ampliando a mesma, acabando o jogo a gerir uma confortável vitória.
Janczyk foi o herói da partida ao conseguir um hattrick e uma exibição de luxo, e Lamah voltou a facturar, apesar do golo ter sido insuficiente para evitar a derrota.

Áustria 1 – 3 Rep. Checa

Tal como no jogo anterior, a equipa vencida na 1ª jornada venceu a equipa vencedora da mesma jornada.
Jogo com pouca história e emoção, tal foi o domínio checo que chegou a ter 3 golos de vantagem.
Com este resultado o grupo estava definitivamente lançado

Rep. Checa 2 – 0 Polónia

Apesar do primeiro jogo decepcionante, os checos fizeram valer o seu favoritismo no grupo, batendo a selecção da casa, e seguindo em frente.
O jogo foi de fraca qualidade, com um futebol algo trapalhão e “mastigado”, mas os Checos foram superiores durante praticamente toda a partida e conseguiram uma vitória essencial.
Strestik e Fenin acabaram por ser os hérois da partida.

Áustria 4 – 1 Belgica

A Bélgica que tinha começado da melhor maneira a sua participação no Euro, sofreu a sua 2ª goleada seguida.
Os Austríacos que venham justificando qualidade para passar a ronda seguinte, não tiveram dificuldades em bater uma frágil selecção Belga.
Hoffer voltou a brilhar com mais 2 golos, e atrai já a atenção de vários clubes Europeus, mas Simkovic (apesar de suplente) e Walch, são nomes a ter em conta.
A Áustria qualificou-se assim para as meias finais, conseguindo um 2º lugar no grupo, logo atrás da Rep. Checa.


Grupo B

Espanha 4 – 0 Escocia

A Espanha continuava a demonstrar a sua superioridade e a justificar o seu favoritismo, batendo sem apelo nem agrado a Escócia, com chapa 4, após ter conseguido uma confortável vitória frente á Turquia.
A grande figura da partida foi o central Gerard Pique, central que conseguiu bisar na partida, cabendo a Mário e Bueno os restantes golos.
A Espanha está qualificada para as meias finais e garantiu desde já a sua presença no próximo Mundial sub20.

Portugal 4 – 4 Turquia

Jogo frenético.
Portugal começou melhor e o virtuoso Hélder Barbosa colocou a selecção das quinas em vantagem. Diogo Tavares (chamado á titularidade) colocou Portugal a vencer por 2 golos de diferença até ao excelente jogador Ilhan ter reduzido a desvantagem.
Depois de Diogo Tavares bisar, a Turquia arriscou tudo, jogou com 3 avançados bem abertos na frente e chegou ao empate, antes de Bruno Gama voltar a marcar na competição na transformação de uma grande penalidade.
Mas foi Ilhan Park que aos 95 minutos impediu o Adeus precoce turco da competição, abrindo assim grandes expectativas em relação ao que poderia acontecer na 3ª jornada.

Portugal actuou com: I Araújo, P Correia, A Marques, J Pedro, P Renato, N Coelho, Antunes, Zezinando, B Gama, H Barbosa e D Tavares.

A qualificação de Portugal para o campeonato do Mundo de sub20 estava muito próxima, mas a qualificação para a meia final do Euro, estava dependente de uma vitória frente á Espanha na ultima jornada.


Portugal 1 - 1 Espanha

A Espanha já qualificada entrou para este jogo com várias alterações e sem alguns dos seus mais influentes jogadores. Por outro lado, Portugal necessitava de uma vitória para seguir em frente, e como tal alterou só algumas peças do seu onze devido ao cansaço que alguns jogadores acusaram depois de duas jornadas exigentes, efectuadas sobre intenso calor..na Polónia.
Portugal entrou decidido e conseguiu um claro domínio nos primeiros 25 minutos, chegando á vantagem através de uma grande penalidade apontada pelo capitão Bruno Gama, castigando injustamente a Espanha, já que Hélder Barbosa não foi tocado na área Espanhola.
No entanto, a Espanha pouco a pouco começou a reagir e sobretudo pelo extremo esquerdo Capel começou a criar ocasiões de bastante perigoso para a baliza de Igor Araújo, guarda redes que me parece demasiado hesitante.
A 2ª parte pautou-se por um jogo amorfo, completamente dominado pela Espanha que conseguiu o empate logo a abrir.
Portugal foi pouco audacioso, arriscou pouco e Carlos Dinis nunca tentou alterar verdadeiramente o rumo do jogo. Fica o sentimento que Portugal se limitou a garantir a presença no Mundial, sem nunca tentar o apuramento para a meia final deste Euro. É pena!
Por outro lado, Portugal deixa uma pálida imagem do seu valor, mostrando uma clara dependência da qualidade técnica dos seus extremos.

Escócia 3 – 2 Turquia

A Escócia é a grande surpresa da prova.
Num grupo dificílimo onde encontrou a vencedora de 2004 Turquia e as “galácticas” Espanha e Portugal, os escoceses mostraram um futebol musculado e de colectivo rotinado, conseguindo um surpreendente apuramento através do 2º lugar no grupo.
Estiveram a vencer por 3-0, e só numa clara gestão de esforço, a Turquia ameaçou, e até acabou por causar alguns calafrios.
Ilhan, o goleador turco, acabou por marcar na partida, mas na baliza contrária, contribuindo de alguma forma para a vitoria escocesa.


Meias Finais

26/07
Espanha versus Áustria
Rep. Checa versus Escócia


Estrelas que brilham

Dawid Janczyk, avançado da Polónia

O avançado Polaco tem apenas 18 anos, mede 1m81 cm e demonstra grande qualidade na finalização e mostra-se bastante imponente entre os centrais. É um típico Homem de área.
Actua no Légia de Varsóvia e tem contrato até 2008, aguçando já o apetite de algumas equipas dos melhores campeonatos Europeus, falando-se do Lens de França com alguma insistência.


Ilhan Porlak, avançado Turco

Ilhan tem sido o grande goleador da prova.
Rápido, com bastante inteligência no posicionamento, não se limita a esperar pela bola. Procura-a, sabe jogar de costas para a baliza e apresenta também um bom sentido colectivo.
A salientar que na qualificação também tinha demonstrado uma grande veia goleadora ao conseguir 5 golos em 6 jogos.
Será certamente um jogador a ter em conta no futuro próximo.

António Barragan, Lateral direito da Espanha

Barragan é um moderno lateral direito, capaz de subir com eficácia, mas fazendo da qualidade defensiva a sua grande arma.
Fortíssimo no 1 para 1, tem uma capacidade física de relevo e uma inteligência e frieza a defender pouco comum para um jovem de 19 anos.
Depois de actuar sobre as ordens de Rafa Benitez no Liverpool, durante 1 época (realizou 1 jogo), assinou recentemente um acordo com o Deportivo da Corunha por 5 anos.
Será o futuro lateral direito da selecção Espanhola.

Diego Capel, Extremo esquerdo da Espanha

Capel é um extremo esquerdo de apenas 18 anos.
Com 16 anos estreou-se pela equipa sénior do Sevilha, e ano após ano tem registado uma fantástica evolução.
Excelente capacidade técnica, muito veloz, Capel tem ainda a capacidade servir os avançados com cruzamentos milimétricos para os avançados.
Tem um enorme futuro pela frente.

Bruno Gama, extremo de Portugal

Bruno Gama é um extremo muito veloz, capaz de jogar quer na esquerda quer na direita, ocupando ainda a posição de 2º avançado quando necessário.
Com apenas 1m68 centimetros faz da capacidade técnica e da velocidade no drible as suas armas. É também especialista em bolas paradas, marcando com eficácia penaltis,livres e cantos.
Com apenas 17 anos, foi alvo de uma transferência “record” do Braga para o FC Porto.
É,sem dúvida, uma grande esperança do Futebol Portugues.
Com 16 anos, contava já com o título de Campeão da Europa de sub17.

Hélder Barbosa, extremo de Portugal

Hélder Barbosa é um extremo, dotado de um fantástico pé esquerdo e de um poder de explosão pouco comum.
Atleta com 19 anos, 1m72cm de altura, sagrou-se campeão Nacional pelo FC Porto, actuando na ultima jornada pela equipa principal portista.
Em 2006/07 jogará por empréstimo na Académica e é talvez a maior esperança do clube Portuense.

Steven Fletcher, avançado da Escócia

Fletcher é uma das grandes sensações da prova.
Melhor marcador da fase de qualificação com 7 golos em 5 jogos, continua a demonstrar faro pelo golo, lutando pelo título de melhor marcador do Euro.
Fletcher é jogador do Hibernian, mas pudera estar a caminho de um dos colossos do Futebol Inglês.
Com 19 anos, este avançado da Escócia é também capaz de jogar como extremo.
Atenção a Steven.

23 julho 2006

Promessa Nacional no Inter de Milão




Mais 1 promessa que emigra precocemente.

Coelho jovem esperança do FC Porto, acaba de assinar um contrato profissional com o Inter de Milão, válido para as próximas 3 temporadas, com o FC Porto a receber uma quantia não divulgada.
Coelho foi considerado pelo departamento de prospecção do Inter de Milão uma das mais ambiciosas e dispendiosas apostas do Futebol Juvenil Interista.

É verdade, para muitos este jovem pudera ser um desconhecido, mas no panorama do Futebol Juvenil, Coelho é um dos mais promissores e excitantes jogadores Portugueses.
Desde os infantis que tem provado o seu valor, apontado muitos golos e efectuando também constantes assistências (só como infantil apontou 90 golos em 2 épocas).

José Manuel Barbosa Alves “Coelho”, começou no Paços de Ferreira com apenas 8 anos e aos 11 anos, depois de uma extraordinária exibição frente ao FC Porto, foi contratado pelo mesmo clube, começando a construir uma sólida e bastante promissora carreira.
Do seu início como futebolista até aos dias de hoje, teve uma ascensão meteórica, conseguindo sempre a titularidade em todos os escalões de formação do FC Porto, e garantindo o papel de destaque nos juvenis, apesar de ter efectuado a sua primeira época no escalão.

Coelho é um jogador fortíssimo no 1 para 1 e muito veloz, no entanto, terá que melhorar alguns aspectos do seu jogo colectivo.
Actua preferencialmente na frente, num esquema de 2 avançados, mas é também bastante útil como extremo num 4x3x3, onde usa e abusa de diagonais para o meio e de remates venenosos.

Estou certo que ouviremos falar dele no futuro, pois até nas selecções jovens tem-se imposto com facilidade, somando títulos individuais e até a braçadeira de capitão, sob as ordens de Paulo Sousa.


Ficha do Atleta

Nome: José Manuel Barbosa Alves “Coelho
Data de nascimento: 04-02-1990
Altura: 1m75cm Peso: 70Kgs
Destro
Avançado/Extremo

19 julho 2006

Jornada 1, do Campeonato da Europa de Sub19




O pontapé de saída do Euro Sub 19 foi dado!
Oito selecções começaram a dura batalha para conquistar o título e a verdade é que o público foi brindado com espectáculo, emoção, golos e muito, muito equilíbrio.
A nota dominante foi realmente o equilíbrio, o festival de golos que assistimos na primeira jornada do Euro, e como não poderia deixar de ser neste tipo de competição, os primeiros resultados surpresa.
O “apetite” dos grandes Clubes começou a crescer, pois foram já vários os jogadores a mostrar qualidade e futuro.

Fiquemos então com os resultados e um pequeno resumo das incidências de cada jogo.


Grupo A

Bélgica 4 - 2 Republica Checa

Os checos começaram dominantes e fortes, mas logo aos 12 minutos, um erro defensivo saiu-lhes caro, e a Bélgica aproveitou para chegar á vantagem.
A história voltar-se-ia a repetir. Os checos pressionavam, falharam uma oportunidade de ouro para empatar, e o belga Lamah aproveitou para bisar (de penalty), dando aos belgas uma vantagem confortável. E como se não tivesse bastado sofrer 2 golos de outras tantas falhas defensivas, a Bélgica chega ao seu 3º golo num autogolo checo!
A partir daqui, os Belgas geriram o esforço, os Checos arriscaram tudo, e no fim o 4-2, premiava o pragmatismo Belga e castigava os Checos pelas sucessivas falhas defensivas.
Podemos dizer que este foi o primeiro resultado surpresa, pois havia grande expectativa em relação á qualidade dos checos, que tão bom trabalho têm feito na formação.
Saliento ,para terminar, que foi a primeira vitória numa fase final de um Euro de sub19 por parte dos belgas. Começam da melhor maneira.

Polónia 0 - 1 Austria (*visionado)

Em Poznan, a, equipa da casa, Polónia estreava-se. O apoio foi uma constante, e o ambiente foi bastante agradável e de realçar.
O jogo foi bastante equilibrado e emotivo, com uma Polónia mais pragmática e com uma Áustria a tentar assumir as despesas do jogo assente num 4x3x3 bem desenhado e bem rotinado.
As oportunidades de golo escassearam, o risco adoptado pelas equipas foi praticamente inexistente, mas assistimos ,a espaços, a períodos de bom futebol.
E acabou por ser o ,muito movimentado e mexido, Hoffer ,que já havia ameaçado em lances anteriores, a oferecer a vitória á Áustria num rápido contra-ataque, onde só com o guarda redes pela frente, o jovem ponta de lança ,do Rapid Viena, não teve dificuldades em apontar o seu primeiro golo na competição, silenciando 15 mil polacos que gritavam nas bancadas.
A vitória acaba por se aceitar, mas um empate também se ajustaria.


Grupo B

Espanha 5 - 3 Turquia (*2ª parte visionada)

Os espanhóis começaram da melhor forma o ataque ao ceptro de campeões, ao bater um outro favorito ao título, a Turquia.
Este jogo significava a reedição da final de 2004, onde a Espanha teve que esperar até ao minuto 88 para conseguir marcar a uma sempre forte selecção turca.
De qualquer forma, este foi um jogo diferente, pois os golos apareceram cedo, as selecções assumiram o risco e adoptaram posições de ataque, e quem saíram como grandes beneficiados foram os espectadores.
Aos 18 minutos Bueno abriu a contagem para a Espanha, mas os turcos responderam bem e empataram 10 minutos depois.
De qualquer forma, a pressionante formação espanhola começou a controlar o jogo e em 5 minutos marcou 2 golos pelo inevitável Mata (que viria a conseguir um 3º), dando um passo importante para segurar os 3 pontos.
Até final registaram-se mais 2 golos para os turcos e 2 para os Espanhóis, num resultado que se aceita, ficando a imagem que a Espanha será o mais forte candidato ao título, mas em que a Turquia puderá ter uma palavra a dizer na luta pela qualificação para as meias finais.

Escócia 2 - 2 Portugal

Num jogo em que se esperava o domínio da selecção Portuguesa, os Escoceses deram uma prova de qualidade, e o melhor marcador da fase de qualificação, Fletcher abriu o activo para os escoceses logo aos 10 minutos.
Ao 29, em mais um lance de Fletcher ,este atira ao post, e é Grant que acaba por aparecer no sítio certo para fazer o 2º para os Escoceses. Estava consumada a surpresa, e já poucos esperariam uma resposta da selecção Portuguesa.
Se é verdade que os primeiros 5 minutos da partida mostraram um Portugal criativo e perigoso, a verdade é que os golos sofridos baralharam a equipa e foram um duro revés.
No entanto, na 2ª parte, Portugal apareceu com muita força psicológica e foi atrás do prejuízo.
Bruno Gama e Hélder Barbosa foram incansáveis nas tentativas de desiquilibrio, e foram os sucessivos remates de fora da área que “reacenderam” a chama lusitana.
Aos 72 minutos um cruzamento de Bruno Gama foi desviado para a própria baliza pela defensiva escocesa, e o mesmo Bruno Gama ,aos 78 minutos, conseguiu o golo do empate.
Até final, Portugal quase conseguiu dar a volta ao resultado, no entanto, a força anímica demonstrada na 2ª parte abre boas expectativas para o futuro. Além do mais, o ponto conquistado pode vir a ser extremamente importante para a qualificação para o Mundial, qualificação essa, conquistada pelos 6 primeiros classificados neste Euro.

Portugal alinhou com: I Araújo, Mano, A Marques, J Pedro, P Renato, N Coelho, Feliciano Condesso, Antunes, Bruno Gama, H Barbosa e Paulo Ferreira.


Estrelas que brilham (*jogos visionados)

Juan Mata, Espanha
Mata, é um jovem avançado dos escalões de formação do Real Madrid, bastante baixo mas com uma mobilidade e inteligência posicional pouco vulgar para alguém tão jovem.
O numero 16 da selecção espanhola, apontou um hattrick, na sua estreia na competição, e promete fazer furor.

Tomas Simkovic, Austria
O número 10 da selecção austríaca, encanta pela capacidade técnica e pela criatividade que demonstra nas situações de 1 para 1.
Este jogador de descendência croata, por vezes complica os lances, mas tem qualidade ,quanto baste, para conseguir criar desiquilibrios no meio campo, quer numa posição ofensiva mais central, quer descaindo nas alas.
Joga no Áustria de Viena II, tem 19 anos e mede 1m 75cm.

Edwin Hoffer, Áustria
Este austríaco foi um dos destaques do dia, ao apontar o golo vitorioso austríaco e ao demonstra um sentido felino para os golos.
Apesar do seu 1m76cm, consegue impor-se na área através de um grande sentido posicional e de uma boa capacidade de movimentação. Não adorna muito os lances, procurando chutar sempre que pode.
É jogador do Rapid Viena, tem 19 anos e foi formado no Admira Wacker.
Muita atenção a este jovem avançado.